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Rice diz que Argélia é grande aliado dos EUA na luta antiterrorista

Javier García. Argel, 6 set (EFE).- A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse hoje ao presidente argelino, Abdelaziz Bouteflika, em sua primeira visita no cargo à Argélia, que os Estados Unidos consideram seu país um importante aliado na luta contra o terrorismo, informaram à Agência Efe fontes diplomáticas.

EFE |

Rice e Bouteflika abordaram também a questão do Saara Ocidental após a recente saída do diplomata Peter Van Walsum do cargo de representante especial das Nações Unidas para este território.

O presidente da Argélia pediu à secretária de Estado que os EUA ajudem a desbloquear as negociações promovidas pela ONU e que exerçam pressão para que o Marrocos concorde em realizar um plebiscito de autodeterminação da antiga colônia espanhola.

"Tivemos uma excelente reunião na qual reafirmamos as relações muito fortes de amizade que existem entre EUA e Argélia", declarou Rice, após sua reunião com o presidente.

A americana também defendeu a "ampliação e a diversificação" das relações econômicas entre os dois países e qualificou Bouteflika como um "grande homem de Estado e um sábio da região, no que se refere ao Magrebe e ao Oriente Médio".

"Falamos igualmente de nossa sólida cooperação em matéria de luta contra o terrorismo e expressei minha tristeza ao presidente pela perda de vidas inocentes na Argélia devido a atentados", acrescentou.

A secretária de Estado chegou a Argel às 14h30 (13h30 de Brasília) e foi recebida no aeroporto pelo chanceler argelino, Mourad Medelci, antes de partir para o Palácio Presidencial para o encontro com Bouteflika.

Sua chegada à capital argelina foi rodeada de medidas de segurança excepcionais, que geraram grandes engarrafamentos na capital, especialmente no trajeto do aeroporto até a Embaixada dos Estados Unidos e o Palácio Presidencial.

A colaboração na luta contra o terrorismo foi um dos temas centrais das conversas e os EUA expressaram em várias ocasiões seu apoio às autoridades argelinas neste campo.

Após a onda de atentados vivida na Argélia no final de agosto, os EUA se declararam "dispostos a ajudar o Governo argelino" em tudo que fosse possível "para combater a praga do terrorismo".

Em maio, Rice já havia destacado a liderança da Argélia no norte da África e qualificado o país como "campeão da segurança regional e internacional".

Desde outubro de 2006, a vinculação dos terroristas argelinos do Grupo Salafista para a Pregação e o Combate (GSPC) à Al Qaeda constitui uma fonte de preocupação para Washington, que abriu recentemente um escritório do FBI em Argel para "fazer frente às novas ameaças procedentes do Magrebe".

Os EUA também pretendem instalar a sede da Africom, sua força especial para o continente africano, no deserto argelino, o que até o momento é rejeitado por Argel.

Um alto dirigente da Africom fazia parte da delegação que acompanhou Rice em sua visita à Argélia.

A secretária de Estado abordou também com as autoridades da Argélia a questão dos cerca de 25 prisioneiros argelinos que ainda permanecem na base americana de Guantánamo.

Rice tinha planejado uma visita de apenas algumas horas a Argel, mas prolongou sua estadia e adiou para esta noite a coletiva de imprensa prevista no aeroporto antes de sua partida para o Marrocos, a próxima etapa de sua viagem pelo norte da África.

Antes da Argélia, Rice viajou esta manhã à Tunísia, onde se reuniu com o presidente, Zine el Abidin Ben Ali, a quem pediu que promova maiores reformas democráticas no país. EFE jg/ab/rr

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