Rice crê em acordo com Iraque, mas transfere decisão sobre escritório no Irã

Washington, 26 nov (EFE) - A secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, assegurou hoje que a possível realização de um referendo sobre a permanência das tropas americanas no Iraque não atrasaria sua entrada em vigor, e deixou para o líder eleito Barack Obama a decisão de abrir um escritório americano no Irã. Em raro comparecimento na sala de imprensa do Departamento de Estado dos EUA, a chefe da diplomacia americana disse que nada atrasa a entrada em vigor do acordo, e isso é o ponto realmente importante deste tema. Ela também se mostrou convencida de que o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, e o presidente do poder legislativo, Mahmoud al-Mashadani, estão decididos a submeter o acordo à votação e a fazê-lo muito em breve, após esse ser adiado hoje. Entendo que um referendo (...

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) não atrasaria a entrada em vigor do acordo a partir de 1º de janeiro de 2009", disse Rice, que explicou que falou com o embaixador americano no Iraque, Ryan Crocker, sobre este assunto.

Sobre a instalação de um escritório americano no Irã, Rice disse que "provavelmente é melhor deixar esta decisão nas mãos da próxima Administração", que será liderada por Barack Obama.

Os EUA reconheceram há alguns meses que estavam contemplando a possibilidade de abrir uma Escritório de Interesses em Teerã, como um que possuem em Cuba desde 1977, mas a Casa Branca nunca chegou a anunciar oficialmente uma decisão.

"Houve eventos (...) que, creio, fizeram com que não fosse apropriado colocar este assunto ao regime iraniano", explicou a secretária de Estado, sem especificá-los.

"Acho que, no contexto de nossa política externa para com o Irã, um instrumento para nos aproximar dos iranianos é muito importante", disse Rice, que acrescentou que ter "olhos no terreno também é valioso". EFE cae/db

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