Rice chega ao Marrocos

Rabat, 6 set (EFE).- A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, chegou esta noite a Rabat, última etapa de sua viagem pelo Magrebe, onde planeja reuniões que tratem da questão do Saara Ocidental.

EFE |

Rice foi recebida no aeroporto de Rabat pelo ministro de Assuntos Exteriores marroquino, Taib Fassi Fihri, com quem deve se reunir amanhã, e pelo embaixador americano no Marrocos, Thomas Riley.

A breve visita de Rice ao Marrocos, um firme aliado de Washington na região, servirá para levantar a questão do conflito pendente em território saariano, que pertenceu à Espanha e foi anexado por Rabat há 33 anos, e cuja independência é defendida pela Frente Polisário.

Nesta semana, o Governo marroquino afirmou que conta com a "clarividência" da política externa dos EUA no tratamento desse conflito.

Rabat considera que a Administração americana "conhece muito bem" todos os aspectos do conflito e estima que Washington veja com bons olhos seu plano de autonomia para o território, que exclui a possibilidade da independência.

No ano passado EUA, França, Reino Unido e Rússia promoveram uma resolução no Conselho de Segurança das Nações Unidas, na qual encorajavam o Marrocos e a Polisário a demonstrarem "vontade política" de resolver a questão.

No entanto, naquele texto que contava com a iniciativa americana, destacaram-se os "esforços sérios e críveis" do Marrocos no processo para encontrar uma solução ao futuro do Saara Ocidental.

O apoio americano neste conflito não impediu, no entanto, que há alguns meses o embaixador americano na região solicitasse "maior atenção" das autoridades marroquinas na aplicação da lei contra violações dos direitos humanos em seu território e no Saara Ocidental.

No último relatório do Departamento de Estado americano sobre o respeito dos direitos humanos no mundo foram citadas várias organizações internacionais que denunciaram abusos de membros das forças de segurança marroquina contra detidos em 2007, embora a lei marroquina proíba a tortura e o Governo tenha negado esses casos.

O Departamento de Estado também criticou que as prisões marroquinas descumpram em geral os padrões internacionais, que a Polícia realize detenções arbitrárias e questionou a independência dos tribunais de Justiça.

Em relação ao Saara Ocidental, o relatório advertiu sobre a existência de uma "sensação de impunidade" pelo fato de nenhum funcionário ter sido suspenso do serviço ou submetido a medidas disciplinares pelo "uso excessivo da força" contra manifestantes pró-independência.

A secretária de Estado deve deixar o Marrocos no domingo, após sua reunião com o chanceler marroquino. EFE jam/ab/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG