Rice chega a Varsóvia para assinar acordo sobre escudo antimísseis

Varsóvia, 19 ago (EFE) - A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, voou hoje até a Varsóvia acompanhada do ministro de Assuntos Exteriores polonês, Radoslaw Sikorski, com quem, amanhã, assinará o acordo que permitirá aos Estados Unidos desdobrar seu sistema de Defesa Nacional contra Mísseis na Polônia.

EFE |

A chegada de Rice aconteceu minutos após uma entrevista coletiva do primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, que insistiu em que os termos desse acordo, que será formalizado amanhã, garantem a segurança da Polônia, já que obrigam os EUA a defender o território polonês caso o país seja atacado por outra nação.

No último dia 14 de agosto, poloneses e americanos concluíram as negociações e chegaram a um princípio de acordo que se materializará com a assinatura de Sikorski e Rice, e que incluirá as ajudas militares exigidas pela Polônia, entre elas a instalação estável de mísseis de médio alcance tipo Patriot em solo polonês.

A esperada assinatura do acordo sobre o escudo antimísseis colocará fim a anos de negociações nos quais Varsóvia tinha feito grandes exigências, como uma ampla cooperação militar como compensação por se transformar em sede do projeto balístico americano.

O sistema estará unido a um potente radar que será instalado na República Tcheca, país com o qual a Administração Bush assinou um acordo em 8 de julho.

Estes elementos fazem parte de um grande projeto destinado a proteger o território americano de possíveis ameaças provenientes do Irã e do resto dos países do chamado "Eixo do mal", mediante a criação de um escudo virtual contra possíveis ataques balísticos.

Apesar de estar nas primeiras fases de desenvolvimento e das dificuldades técnicas, os técnicos militares americanos defendem que, uma vez finalizado, o sistema poderá detectar, interceptar e destruir eventuais mísseis inimigos.

Enquanto isso, a Rússia mantém um discurso duro contra o projeto americano, o qual considera uma ameaça direta contra os interesses do país, apesar de a Casa Branca insistir em que o território russo não será alvo para suas plataformas de lançamento na Polônia. EFE nt/db

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