Rice aposta em seqüência do processo de paz após mudanças de Governo

Jerusalém, 6 nov (EFE).- A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, expressou hoje seu desejo de que prossiga o processo de paz palestino-israelense após as mudanças de Governo no início de 2009, tanto nos EUA quanto em Israel.

EFE |

Após se reunir hoje com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e a ministra de Exteriores, Tzipi Livni, Rice manifestou sua esperança de que as negociações iniciadas na cúpula de Annapolis de novembro de 2007 "sirvam como base para chegar a uma resolução do conflito, além das agendas de cada um".

Em sua chegada ao aeroporto de Tel Aviv esta tarde, Rice admitiu que dificilmente se chegará a um acordo de paz ainda este ano, levando em conta a situação política de Israel, onde se convocaram eleições antecipadas para 10 de fevereiro de 2009, informaram a imprensa israelense.

Para a secretária de Estado americana é importante aproveitar o impulso do último ano para seguir negociando o processo de paz em 2009.

O trabalho realizado, indicou Rice, "formou as bases que devem fazer possível o estabelecimento de um Estado palestino quando as circunstâncias políticas o permitirem".

Rice iniciou hoje sua oitava visita ao Oriente Médio, em que visitará, além de Israel, os territórios palestinos, Egito e Jordânia.

A secretária insistirá na necessidade de não deixar morrer o processo negociador, apesar das mudanças de Governo em Israel e Estados Unidos, onde em 20 de janeiro assumirá a Presidência o democrata Barack Obama.

Livni mostrou sua coincidência com Rice e assinalou que palestinos e israelenses devem "manter o processo dentro da estrutura que se criou".

"Acho firmemente que a estagnação não beneficia Israel e não pode ser nossa política", disse Livni, que até o momento dirigiu a equipe negociadora israelense e há alguns meses preside o partido governante Kadima, pelo que será uma das principais candidatas ao posto de primeira-ministra no próximo pleito.

Tanto Livni como Rice irão no domingo à localidade egípcia de Sharm el-Sheikh, onde se reunirão com os demais representantes do Quarteto de Madri (que além dos EUA integram a União Européia, Rússia e ONU) e com os negociadores palestinos, para avaliar o avanço do processo das negociações desde Annapolis. EFE aca/jp

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