Rezaei disputa voto de conservadores com ex-aliado Ahmadinejad

Teerã, 11 jun (EFE).- Militar de grande prestígio no Irã, Mohsen Rezaei é o único membro da corrente conservadora que se atreveu a desafiar o atual presidente, o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad, e a criticar duramente todas as suas políticas.

EFE |

Nascido em 1954 em Masjed Soleyman, na província de Khuzistão, ele se formou em Economia antes de se juntar à milícias que lutaram contra a autocracia do último xá da Pérsia, Mohamad Reza Pahlevi.

Consolidada a revolução, foi um dos fundadores da Organização dos Mujahedins Islâmicos, criada para defender a nova República Islâmica.

Em plena guerra com o Iraque, e com apenas 26 anos, foi alçado à chefia da Guarda Revolucionária da Revolução Islâmica, corporação de elite a qual dirigiu até 1997.

Durante este tempo, foi acusado pela Argentina, junto a outros quatro importantes dirigentes do regime, de ser um dos autores intelectuais do atentado contra um centro judaico em 1994 que matou 85 pessoas em Buenos Aires.

Rezaei entrou na vida política em 1999, ano em que concorreu às eleições parlamentares dentro da organização política conservadora Coalizão da Linha de Imame e Liderança, mas não foi eleito.

Ligado ao ex-presidente iraniano Ali Akbar Hashemi Rafsanjani, é atualmente secretário-geral do influente Conselho de Discernimento para o Bem do Estado, órgão que faz a mediação nas disputas entre o Parlamento e o poderoso Conselho de Guardiães.

Em 2005, disputou pela primeira vez as eleições presidenciais, mas se retirou da corrida eleitoral dois dias antes da votação para favorecer Ahmadinejad.

Quatro anos depois, volta a concorrer com o atual presidente com um programa que defende a neutralização dos partidarismos e a formação de um Governo de união nacional que fortaleça o Estado e revitalize a economia.

Muito crítico à política externa de Ahmadinejad, Rezaei se define como um conservador moderado.

Ele afirma que a gestão de seu adversário colocou o Irã à beira do abismo e promete uma reforma estrutural da economia que contenha o alto índice de desemprego, controle a crescente inflação e reduza a pobreza.

Além disso, criticou Ahmadinejad por ter isolado o país e por ter se lançado ao aventureirismo no conflito sobre o polêmico programa nuclear.

msh/db-an

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