Revistas são condenadas por violar privacidade da mulher de Josef Fritzl

Viena, 5 fev (EFE).- Duas revistas austríacas foram condenadas a pagar 11 mil euros à esposa de Josef Fritzl, o aposentado que manteve a filha trancada durante 24 anos em um porão, em conceito de indenização pela violação do direito à privacidade.

EFE |

A agência austríaca "APA" informou hoje que uma juíza da Audiência Provincial de Viena determinou que três artigos publicados nas revistas "News" e "Woman" violaram a privacidade e o direito à honra de Rosemarie Fritzl.

Em sua denúncia, a mulher tinha solicitado 260 mil euros à editora das duas publicações, que já anunciou que apelará da sentença.

Em sua argumentação, a juíza encarregada do caso afirma que os meios de comunicação condenados publicaram informação detalhada sobre a vida familiar da litigante com a única intenção de "satisfazer a vontade de sensacionalismo dos leitores".

A magistrada recrimina as duas revistas pelo fato de que alguns de seus enunciados foram elaborados para ridicularizar a denunciante.

O processo de Rosemarie Fritzl se referia a 13 violações de sua privacidade que, segundo a legislação sobre a imprensa, podiam ser punidas com indenizações de até 20 mil euros.

Por outra parte, a juíza rejeitou um pedido de indenização relacionada ao vazamento e publicação do relatório psicológico sobre Josef Fritzl, que em março será julgado por homicídio, incesto e abuso sexual, e escravidão, entre outras acusações.

Amanhã, a Audiência tratará outra ação contra a revista alemã "Der Spiegel" e um jornal sensacionalista austríaco.

Após o caso vir à tona, Rosemarie foi viver com a filha Elisabeth e os seis filhos que a segunda teve com o próprio pai, em consequência dos abusos.

Depois, a esposa de Fritzl foi para outro domicílio, o que gerou rumores sobre supostas desavenças com sua filha. EFE As/an

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