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Revista publica relatório sobre esbanjamento da emissora italiana RAI

Roma, 16 mai (EFE).- Um relatório interno sobre a emissora pública de rádio e televisão italiana RAI divulgado hoje critica seu excesso de pessoal e gastos, e ressalta que, ainda assim, a estatal compra um quarto de suas transmissões do exterior.

EFE |

Segundo o relatório, a "RAI" conta com 114 cabeleireiros, 66 decoradores, 13.248 funcionários e mais de 43 mil colaboradores, entre outros funcionários.

"RAI, a orgia do poder" é uma das manchetes da revista semanal "L'Espresso", à venda hoje e que revela este relatório interno, elaborado por um comitê administrativo da emissora, no qual é pedido que seja verificada "a capacidade dos diretores para coordenarem funcionários e produtividade".

Segundo a revista, trata-se da "radiografia da escandalosa gestão da organização", após ter sido dividida durante anos por blocos políticos, coleguismos e indicações.

O semanário afirma que a RAI conta com três canais de TV ("RAIUNO", "RAIDUE" e "RAITRE"), outros tantos de rádio, os canais regionais "TGR", o canal internacional "RAI Internazionale" e os segmentados de esportes, cinema, cultura e educação e Parlamento, que contam com equipes "monstruosas" de cuja eficiência "é legítimo duvidar".

Sobre isto, a matéria afirma que a "RAI Internazionale", cujo objetivo deveria ser "transmitir seus melhores programas pelo mundo, conta com o recorde de reclamações dos italianos residentes no exterior, revoltados com a exibição constante de material antigo".

Como exemplo, cita o que aconteceu no último fim de ano, no qual, ao invés de acompanhar as comemorações no país, exibiu reprises de programas antigos.

A revista afirma também que, apesar de ter mais de 13 mil funcionários - aos quais se juntarão outros 1.732 até o fim de 2009 -, a RAI terceiriza 22% de seus programas junto a outras produtoras.

Diante desta situação, os membros do Conselho de Administração que fizeram a análise - representantes de vários partidos políticos - reafirmam a necessidade de normas "que exijam dos responsáveis o aproveitamento máximo dos recursos internos". EFE ddt/ev/fal

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