Revista elege insultos mais ofensivos para italianos

Roma, 20 mai (EFE).- A revista científica Focus realizou uma pesquisa sobre os insultos considerados mais ofensivos pelos italianos.

EFE |

Segundo a publicação, as expressões que ofendem com maior intensidade são "porco Dio" e "porca Madonna", que identificariam Deus e a Virgem Maria, respectivamente, como porcos.

A maioria dos termos mais ofensivos está relacionada a sexo, tendências sexuais e atitudes fora da lei.

A revista elaborou uma tabela com índices de 0 a 3 para medir o grau de vulgaridade das expressões propostas.

As palavras "zoccola" e "troia", que taxam as mulheres de prostitutas, estão um grau abaixo de "figlio di puttana" (filho da p...).

Outras expressões com um índice alto são "stronzo" (imbecil) e "mafioso", com 2,3, que estão dois décimos acima de "frocio" e "culo rotto", que dão uma conotação negativa ao homossexualismo masculino.

Já o insulto que menos ofende os italianos é "ateo" (ateu).

A pesquisa concluiu que os termos mais graves estão relacionados a violações da lei e condutas sexuais, o que mostra uma "visão machista e homofóbica", apesar de uma "aparente liberdade de costumes".

A revista também fez um perfil do italiano mais sensível às palavras vulgares. Segundo o estudo, trata-se da mulher com mais de 50 anos, religiosa e habitante do sul do país. Ela se sentiria mais ofendida por expressões relativas a sexo, moral, religião e descumprimento de normas.

Pouco mais da metade das expressões propostas na enquete foi considerada "pouco vulgar ou inofensiva" pelas pessoas ouvidas. A publicação atribui este fato à mudança dos valores sociais e à descriminalização dos palavrões em 1999.

Segundo a publicação, os italianos não consideram graves os termos relacionados a fatores sócio-econômicos e étnicos. Por isso, palavras como "giudeo" (judeu) ou "arabo" (árabe) têm um potencial de ofensa baixo.

Estes termos não tocam "diretamente os italianos", já que as pessoas que responderam à pesquisa expressaram "pouca identificação com o drama dos estrangeiros". EFE fab/plc

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