Revista diz que Inteligência britânica encobriu prisioneiros nazistas

Berlim, 10 ago (EFE).- O serviço de inteligência britânico encobriu prisioneiros de guerra nazistas, cujos delitos foram averiguados através de escutas secretas para evitar que seus métodos de espionagem fossem descobertos, segundo antecipa hoje a revista Der Spiegel.

EFE |

A publicação, que sai à venda amanhã, cita em seu artigo o estudo do historiador britânico Stephen Tyas, incluído na última edição da revista "Holocaust and Genocide Studies".

Segundo Tyas, o serviço de inteligência britânico começou a gravar as conversas privadas dos prisioneiros de guerra alemães no início da Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de obter informação técnica que pudesse ser utilizada na luta contra o Terceiro Reich.

As transcrições dessas fitas, que não foram divulgadas até 30 anos depois do fim da guerra, revelam o conhecimento que alguns dos presos tinham sobre os crimes nazistas por terem sido testemunhas dos fuzilamentos maciços e das câmaras de gás ou por terem ouvido falar deles.

"Os britânicos ajudaram os criminosos", diz a "Der Spiegel", que afirma que os serviços secretos ingleses "entorpeceram" a perseguição penal de delinqüentes nazistas após 1945 para evitar que se pusessem em xeque seus "polêmicos" métodos de investigação.

A revista afirma que, uma vez terminada a disputa, mais de 20 mil documentos, nos quais os presos aludiam aos crimes do Terceiro Reich, foram classificados como "altamente secreto" pelo serviço de inteligência, para evitar que se descobrisse como tiveram acesso a essa informação. EFE nvm/ab/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG