Revista colombiana diz que Chávez enviava armas e dinheiro às Farc

Bogotá, 18 mai (EFE) - Em sua última edição, a revista colombiana Semana afirma que nos últimos dois anos o Governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, cedeu armas, dinheiro e refúgio à guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O semanário colombiano publicou informações dos computadores de Raúl Reyes, um dos nomes fortes das Farc, que morreu em março depois de um bombardeio de militares colombianos a um acampamento ilegal da guerrilha no Equador. Na quinta-feira passada, a Interpol, a Polícia internacional, certificou que os computadores e memórias encontrados no acampamento não foram alterados. De acordo com a revista, os computadores de Raúl Reyes demonstram de maneira detalhada o escandaloso grau de colaboração do Governo de Hugo Chávez com as Farc nas áreas militar, política, econômica e logística nos últimos dois anos. Chávez me deu a instrução de criar na fronteira lugares de descanso e atendimento de doentes. Disse que se (o presidente da Colômbia, Álvaro) Uribe tocar em um delegado das Farc, ganhará um inimigo, diz um e-mail que, segundo a Semana, teria sido escrito por Reyes.

EFE |

A revista colombiana fala ainda de um outro e-mail, do dia 4 de janeiro de 2007, que teria sido escrito por Luciano Marín, conhecido como "Ivan Márquez", outro integrante do comando superior das Farc.

No texto, o guerrilheiro informa a outros membros que se reuniu com dois generais venezuelanos identificados como Alcalá e Carvajal.

O semanário colombiano precisou que um dos e-mails enviados faz referência a uma reunião realizada por Chávez com "Ivan Márquez" no Palácio Miraflores, sede da Presidência da Venezuela.

Segundo a mesma fonte, "Reyes" também se reuniu, "a pedido de Chávez", com os chefes da guerrilha colombiana Exército de Libertação Nacional (ELN) no Forte Tiuna, um dos maiores complexos militares de Caracas.

A revista colombiana cita ainda outras mensagens eletrônicas em que, entre outras coisas, Chávez afirma que o dinheiro que envia às Farc "não é empréstimo e sim solidariedade". EFE gta/rr/db

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