Reviravolta em caso de brasileira na Suíça faz Governo mudar o tom

Brasília, 13 fev (EFE).- A inesperada reviravolta que teve o caso da brasileira Paula Oliveira, supostamente vítima de um ataque racista em Zurique (Suíça), deixou desconcertadas as autoridades do Brasil.

EFE |

Hoje, numa entrevista coletiva convocada pela Polícia, um legista suíço disse que a brasileira se mutilou e que não estava grávida quando sofreu a suposta agressão.

As declarações do perito fizeram com que, no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Itamaraty e a imprensa mudasse a forma como vinham tratando o caso.

Paula Oliveira, de 26 anos e bacharel em direito, denunciou que foi atacada por três skinheads quando ia para casa na última segunda-feira.

Ainda segundo ela, que apareceu com várias partes do corpo com cortes produzidos por um estilete, a agressão a fez perder os gêmeos que esperava havia três meses.

No entanto, o que parecia uma nova evidência da xenofobia na Europa passou a ser encarado com cautela.

"Essas coisas podem acontecer e devem ser conduzidas de maneira sigilosa. Vamos esperar que haja um anúncio oficial da Polícia suíça", disse Lula quando os jornalistas lhe pediram uma nova opinião sobre o caso.

O presidente disse que não podia se "aprofundar" porque as informações que recebeu do chanceler Celso Amorim indicam que "o caso está sendo levado muito a sério pela Polícia suíça".

Ontem, porém, o mesmo Lula havia dito: "Não podemos ficar calados diante de semelhante violência".

Amorim, por sua vez, tinha classificado a agressão como "grave e chocante", e o Governo prometera levar o caso ao Alto Comissariado dos Direitos Humanos da ONU. EFE ol/sc

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