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Reveladas provas de morte de fundador de grupo paramilitar colombiano

Bogotá, 5 ago (EFE) - O ex-chefe paramilitar de direita Vicente Castaño Gil, um dos fundadores das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), foi assassinado em março de 2007 e seu corpo enterrado no departamento colombiano de Antioquia (noroeste), assegurou hoje o advogado Gustavo Salazar Pineda.

EFE |

Pineda, defensor de outro ex-líder das AUC, disse à emissora "AW" que os ex-guarda-costas de Castaño Gil confirmaram a morte do paramilitar, irmão dos também ex-chefes desse grupo e já mortos Fidel e Carlos Castaño.

O advogado afirmou que, segundo essa versão, Vicente Castaño Gil foi sepultado na zona rural de Currulao (Antioquia).

Havia rumores da morte do paramilitar, mas suas circunstâncias eram desconhecidas.

"Na semana passada, em Medellín, os guarda-costas e as pessoas que estiveram com Vicente Castaño Gil me contactaram, deram-me todos os dados e mostraram-me documentos que provam fidedignamente que o senhor Vicente Castaño Gil foi assassinado na segunda-feira, 12 de março de 2007, no município de Currulao", afirmou.

Ele acrescentou que Currulao, "como todo o mundo sabe, fica situado em uma zona onde eles (os Castaños) tinham influência".

Vicente Castaño Gil se desmobilizou em setembro de 2006 dentro do processo de paz das AUC com o Governo, no qual mais de 31 mil combatentes entregaram suas armas.

No entanto, o ex-líder voltou à clandestinidade quando o Governo ordenou a prisão dos paramilitares que no início deste ano foram extraditados aos Estados Unidos sob acusações de narcotráfico.

Já Carlos Castaño, que foi um dos últimos chefes políticos das AUC, aparentemente foi assassinado em abril de 2006, supostamente por ordem de seu próprio irmão Vicente, enquanto Fidel tinha sido morto em combate em 1994.

Em agosto de 2007, o ex-vice-presidente da Venezuela José Vicente Rangel assegurou ter relatórios confidenciais, segundo os quais Vicente Castaño teria morrido no estado venezuelano de Zulia, na fronteira com a Colômbia.

As AUC reuniam as cooperativas de segurança camponesa criadas há mais de vinte anos para combater as guerrilhas esquerdistas, que se transformaram em esquadrões da morte.

Os irmãos Castaño promoveram a criação dessas facções depois que seu pai, o fazendeiro Jesús Castaño, fora assassinado por guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

EFE gta/ab/db

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