Revelada movimentação ilegal de dinheiro iraquiano na Itália

Roma, 11 jul (EFE).- Dezenove italianos estão sendo investigados por sua suposta participação na movimentação ilegal de milhões de dinares iraquianos em notas impressas pelo regime de Saddam Hussein na Suíça.

EFE |

Assim afirma hoje o diário italiano "La Stampa", que assegura que na Itália foram localizadas notas velhas de dinares iraquianos no valor de 30 milhões de euros.

O jornal italiano conta que, no final de 2002, Saddam Hussein encarregou uma empresa suíça de imprimir milhões de notas, que passaram a ser conhecidas como "swiss dinars" (dinares suíços).

Após a queda do ditador, todas as notas e moedas que circulavam no Iraque foram convertidas para o novo dinar, mas na Suíça sobraram grandes somas de notas velhas, que "desapareceram".

O jornal italiano acrescentou que a Polícia italiana descobriu "por acaso" como, em um elegante restaurante de Turim, um grupo de homens estava utilizando as notas desaparecidas da Suíça.

Segundo o diário, as investigações permitiram confiscar 28.879 notas, por um valor total de 800 milhões de dinares, equivalente, segundo o "La Stampa", a 30 milhões de euros.

Entre os investigados, estão um alto dirigente do Banco Credem, Carlo Monteverdi, e o ex-presidente do Consórcio CSI para a inovação da administração pública da região italiana do Piemonte, Carlo De Giacomo.

Segundo o diário, a Direção Antimáfia de Turim foi encarregada de investigar o caso, e deve realizar a primeira audiência em outubro.

EFE jl/gs

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