Reuters quer informações sobre fotógrafo iraquiano preso

BAGDÁ (Reuters) - A Reuters está buscando informações adicionais sobre a detenção de um fotógrafo que colaborava com a agência no Iraque. Ibrahim Jassam Mohammed, que há cerca de dois anos fornece fotos e vídeos à Reuters como free-lance, foi preso no amanhecer de terça-feira por forças norte-americanas e iraquianas em sua casa, na localidade de Mahmudiya, segundo sua família.

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Eman, irmã dele, contou que os soldados confiscaram seu equipamento. Jassam também trabalha para outros veículos de imprensa no Iraque.

Os militares dos EUA confirmaram a detenção, mas não disseram se há alguma acusação conta o profissional. 'Ele foi avaliado como uma ameaça à segurança, e seu caso agora está sendo analisado', disse o contra-almirante Patrick Driscoll à Reuters.

Mahmudiya, cerca de 30 quilômetros ao sul de Bagdá, já foi uma das áreas mais violentas do Iraque, mas a situação melhorou muito nos últimos meses, como em quase todo o país.

'Ficamos preocupados ao saber da detenção de Jassam, e pedimos aos militares que o acusem ou o libertem assim que um estágio investigatório inicial for concluído', disse o editor-chefe da Reuters, David Schlesinger.

'Quaisquer acusações contra um jornalista devem ser divulgadas publicamente e tratadas de forma justa e rápida e o jornalista deve ter direito a aconselhamento e a apresentar uma defesa. Jornalistas iraquianos, como Jassam, desempenham um papel vital em contar esta história ao mundo', disse Schlesinger.

A Reuters e grupos internacionais de defesa da imprensa criticaram anteriormente a recusa dos militares em lidar mais rapidamente com suspeitas aparentemente despertadas por atividades legítimas dos jornalistas que cobrem atos de violência.

O Observatório das Liberdades Jornalísticas, uma ONG local, pediu aos militares que revelem o local de detenção de Jassam e expliquem sua prisão.

Em agosto, os militares dos EUA libertaram um cinegrafista da Reuters que passara três semanas detido sem acusação. Foi a terceira vez que Ali Al Mashhadani, também colaborador da BBC e da Rádio Pública Nacional dos EUA, foi detido.

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