Réus do 11 de Setembro pedem para se declarar culpados

BASE NAVAL DOS EUA EM GUANTÁNAMO, Cuba (Reuters) - O suposto mentor dos ataques de 11 de Setembro e outros quatro réus mandaram nesta segunda-feira uma nota ao júri militar em Guantánamo, dizendo que querem confessar e se assumir culpados. O juiz declarou que entrevistará os cinco, entre os quais Khalid Sheikh Mohammed, suspeito de planejar os ataques de 11 de Setembro, para assegurar que isso corresponde à vontade dos réus.

Reuters |

O juiz, coronel do Exército Steven Henley, leu a nota, que começava: "Todos nós cinco chegamos a um acordo para pedir à comissão uma audiência imediata para anunciar nossas confissões... com nosso desejo mais sincero nesse pedido, sem estar sob qualquer tipo de pressão, ameaça, intimidação ou promessa de qualquer parte."

A nota dizia que os cinco pretendem declarar a culpa e retirar qualquer recurso pendente que tenha sido apresentado por seus advogados, que foram apontados pelo Exército e que não recebem a confiança dos presos.

A decisão surpreendente dos cinco réus ocorreu após a retomada das audiências pelo Exército norte-americano na base naval de Guantánamo, em uma área remota de Cuba controlada pelos Estados Unidos.

As audiências ocorreram como agendado até o momento, apesar de a mudança no governo dos Estados Unidos tornar improvável que o julgamento dos réus seja feito um dia na base.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que assume o cargo em 20 de janeiro, disse que fechará a prisão de Guantánamo e julgará os detentos nas cortes civis e militares que já existem no país, em vez de usar os tribunais especiais que foram criados em Guantánamo pelo atual presidente George W. Bush.

(Reportagem de Jane Sutton)

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