Os grandes líderes mundiais do turismo internacional se reunirão entre os dias 14 e 16 de maio em Florianópolis para fazer um balanço da situação do setor, debilitado pela crise e, agora, pela epidemia de gripe A.

Cerca de 700 profissionais da indústria turística mundial, entre representantes de companhias aéreas, operadoras de turismo e grupos hoteleiros de 40 países, além de vários ministros, participarão da cúpula, cuja inauguração acontecerá na quinta-feira com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O número de turistas internacionais caiu 7,7% nos primeiros dois meses de 2009 em relação ao ano passado, segundo números divulgados nesta segunda-feira em Madri pela Organização Mundial do Turismo (OMT), que atribuiu a queda à crise econômica mundial.

Para Taleb Rifai, secretário-geral da OMT, a crise é o principal motivo de preocupação para o setor neste momento, somada ao impacto da chamada gripe suína.

No entanto, ponderou, ainda é "prematuro" fornecer números para ilustrar os efeitos deste novo problema sobre o turismo.

Uma sessão especial da cúpula de Florianópolis será dedicada aos efeitos do vírus H1N1 sobre o setor.

O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), por sua vez, estima que a indústria do turismo sofrerá uma redução de 3,5% em suas atividades este ano, após o aumento de 1% registrado em 2008.

Entre 2008 e 2009, o número de postos de trabalho direta e indiretamente relacionados ao turismo deve cair de 238 para 220 milhões em todo o mundo, segundo previsões do conselho, um organismo privado mantido por empresários e sediado em Londres.

Em tempos de crise, "as pessoas têm tendência a viajar durante menos tempo, para destinos mais próximos e gastando menos. Com a gripe suína, os sintomas da crise vão se acentuar", declarou à AFP Jean-Paul Baumgarten, presidente do WTTC.

O transporte aéreo aparece como o mais afetado pelos efeitos da gripe A, seguido pelo setor hoteleiro", segundo o dirigente do conselho.

"Todos os destinos do mundo sofreram uma queda da demanda nos maiores mercados emissores", segundo a OMT, que constatou uma diminuição da chegada de turistas em todo o mundo - com exceção das Américas Central e do Sul, do norte da África e da África Subsaariana.

bh/ap

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