Reunião militar entre Equador e Colômbia será realizada amanhã no Panamá

Washington, 20 mai (EFE).- A reunião de comandantes militares do Equador e da Colômbia para reativar a segurança na fronteira e evitar incidentes na área limítrofe será finalmente realizada amanhã, mas não na Costa Rica, como se havia planejado, e sim no Panamá, informou hoje a Organização dos Estados Americanos (OEA).

EFE |

A Secretaria-Geral da OEA atribuiu a mudança a "dificuldades logísticas" existentes na sede da organização na Costa Rica, o que levou a organização a transferir o encontro para a capital panamenha.

Anteriormente, fontes militares do Equador haviam informado que a reunião também mudaria de dia, mas finalmente a OEA, que promove a reunião, confirmou a data que estava prevista inicialmente.

Na reunião de amanhã se analisará a vigência temporária da Cartilha de Segurança da Comissão Binacional de Fronteira Equador-Colômbia (Combifron), assim como outras medidas para restabelecer a confiança entre os dois países, que há mais de dois meses romperam suas relações diplomáticas.

A Cartilha de Segurança deixou de ser aplicada após a dissolução da Comissão Binacional de Fronteira, a pedido do Governo de Quito, depois do ataque militar colombiano a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em território equatoriano, onde morreram o porta-voz internacional dessa guerrilha, "Raúl Reyes", e outras 25 pessoas.

Está previsto que esteja presente na reunião do Panamá uma delegação equatoriana, liderada pelo chefe do Comando Conjunto, general Fabián Varela, e uma colombiana ao comando do comandante general das Forças Militares, geral Freddy Padilla de León.

A ministra equatoriana de Relações Exteriores, María Isabel Salvador, anunciou na segunda-feira que o Equador havia proposto a elaboração de outra "cartilha de segurança" com a Colômbia para evitar novos incidentes na fronteira e impedir a possibilidade de uma escalada militar.

"A reativação da Cartilha de Segurança permitirá que as forças militares e policiais equatorianas e colombianas contem com procedimentos de aplicação obrigatória para evitar incidentes fronteiriços e solucionar fatos imprevistos", observou a Chancelaria equatoriana na segunda-feira. EFE pgp/fb

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