Porlamar (Venezuela), 27 set (EFE).- A reunião trimestral de trabalho prevista para hoje entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder venezuelano, Hugo Chávez, foi adiada para outubro, informaram à Agência Efe porta-vozes brasileiros.

A reunião de trabalho, a sétima entre os governantes, foi adiada para "17 ou 18" de outubro, na localidade venezuelana de El Tigre, disseram à Efe porta-vozes da delegação brasileira que participa da 2ª Cúpula América do Sul-África (ASA).

As mesmas fontes brasileiras anunciaram que Lula oferecerá uma entrevista coletiva ao meio-dia, dentro da Cúpula ASA, realizada de ontem e até hoje na venezuelana Isla Margarita.

O encontro trimestral aconteceria hoje, depois do encerramento da cúpula, da qual participam cerca de 30 líderes africanos e sul-americanos, e delegados dos 66 países das duas regiões.

Estava previsto que Lula e Chávez revisassem o avanço dos vários acordos bilaterais vigentes e continuassem explorando novos campos de cooperação bilateral, segundo fontes oficiais dos dois países.

A adesão plena da Venezuela ao Mercosul, pendente desde 2006, devido à falta de ratificação dos Congressos do Brasil e do Paraguai, assim como a análise de "novas vertentes de cooperação" em áreas como política macroeconômica, seriam temas da agenda de trabalho, segundo fontes brasileiras.

Chávez reiterou ontem, em um de seus discursos na Cúpula ASA, que, em seu novo encontro de trabalho com Lula, seria assinado o acordo que permitirá a "incorporação definitiva" da estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) no desenvolvimento conjunto com a Petrobras de uma refinaria binacional no Brasil.

Em 20 de agosto, durante um encontro com uma missão empresarial brasileira que visitou Caracas, Chávez anunciou que, na próxima reunião com Lula, lhe proporá dar prioridade a projetos bilaterais nas dez áreas "prioritárias".

Essas áreas são a "automotiva, agroindústria, remédios, materiais de construção, petroquímica, equipamentos petroleiros, metalúrgica, eletrônica, cadeia têxtil e material de defesa", disse então o líder.

Acrescentou que, para "assegurar" o financiamento de projetos nessas áreas prioritárias, também proporá "criar um fundo especial binacional", sem dar mais detalhes. EFE afs-gf/an

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