Reunião do Mercosul termina com promessa uruguaia de superar conflitos

Assunção, 24 jul (EFE).- A Cúpula do Mercosul terminou hoje com uma promessa do presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, de evoluir em uma solução para os conflitos comerciais entre os países-membros durante sua Presidência semestral do bloco sul-americano.

EFE |

Na coletiva de imprensa em que recebeu a função do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, Vázquez disse que tentará chegar a medidas "que façam desaparecer dificuldades", para que no bloco exista solidariedade, apoio e complementaridade.

A cúpula de Assunção tinha começado sem avanços sobre alguns temas comerciais, como a eliminação da dupla cobrança de tarifas, o código alfandegário comum e os impedimentos comerciais denunciados por Uruguai e Paraguai para a entrada de seus produtos em Argentina e Brasil.

"Devemos compreender o pensamento e a situação de outros Governos que encaram a sua maneira esta gravíssima crise financeira comercial e social em nível internacional", afirmou Vázquez.

Durante a cúpula também não houve resultados sobre uma proposta do Brasil para a distribuição proporcional de cadeiras ao Parlasul, o Parlamento do Mercosul, de acordo com o número de habitantes dos países-membros.

O projeto foi travado pelo Paraguai, que condicionou seu apoio a criar as bases de um futuro Tribunal de Justiça, o que motivou a convocação de uma reunião extraordinária do Conselho Mercado Comum (CMC), máxima instância executiva do bloco, para debater o assunto em um prazo de até 30 dias.

Da mesma forma que Lugo e Vázquez, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Cristina Kirchner (Brasil), Evo Morales (Bolívia) e Michelle Bachelet (Chile) reiteraram seu apoio ao líder deposto de Honduras, Manuel Zelaya.

Os líderes disseram também que "não reconhecerão nenhum Governo que surja da ruptura inconstitucional" e exigem a restituição incondicional de Zelaya, derrubado e expulso por militares de seu país em 28 de junho passado.

O presidente do Paraguai explicou que a aprovação do documento foi demorada por "uma disputa de redação e de conteúdo" pelo veto da Venezuela a uma frase do comunicado que se refere à mediação do presidente da Costa Rica, Oscar Arias.

A representante da Venezuela no Mercosul, Isabel Delgado, se opôs à incorporação dessa menção, que acabou sendo incluída no documento final, ao considerar que as gestões fracassaram e que Zelaya estava de volta a seu país através da Nicarágua.

Os países do Mercosul e associados também anunciam no texto que promoverão na Organização dos Estados Americanos (OEA) uma resolução "na qual se afirme que a situação que tenha motivado a suspensão de um Estado membro seja considerada superada uma vez cumpridas as resoluções adotadas pela Assembleia Geral".

"O levantamento da dita suspensão não pode ser baseado em atos unilaterais das autoridades ilegítimas", conclui a declaração. EFE lb/rr

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