Reunião do G8 de segurança começa em meio a protestos

Roma, 29 mai (EFE).- A reunião do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais desenvolvidos e a Rússia) sobre segurança, com a presença dos ministros de Justiça e do Interior das maiores economias do mundo, começou hoje em Roma, precedida por distúrbios e manifestações e com a ocupação de uma basílica por um grupo antiglobalização.

EFE |

Membros de um grupo "anti-G8" entraram na basílica com fotos de "São Papier", em alusão aos imigrantes irregulares na França, chamados de "sans papiers".

Quando a Polícia vaticana tentou repelir a entrada dos manifestantes, houve momentos de tensão na basílica.

Após permanecer alguns minutos na escada do templo, os participantes foram a uma praça para continuar o protesto.

Outra concentração ocorreu diante dos escritórios do censo da capital italiana, onde os grupos antiglobalização mancharam com tinta as calçadas em frente ao edifício e colocaram um cartaz com o lema "Não ao G8, não ao pacote de segurança", em referência ao projeto de lei proposto pelo Executivo italiano sobre imigração.

Os participantes foram aos escritórios do censo para mostrar sua oposição à medida incluída nesse projeto de lei, que prevê que, para registrar os recém-nascidos, será necessário ter licença de trabalho ou de residência.

Durante a manhã, foram detidas seis pessoas que se dirigiam à sede da Marinha e que distribuíam panfletos denunciando supostas violações dos direitos humanos dos imigrantes.

Os ministros de Interior e de Justiça dos países do G8 se reúnem em Roma até amanhã para debater sobre segurança urbana, luta contra o terrorismo, imigração e crime organizado.

Além dos 16 ministros, também participam da reunião o vice-presidente da Comissão Europeia, Jacques Barrot; o secretário-geral da Interpol, Ronald Noble, e o diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC), Antonio Maria Costa.

Também participam o diretor do Instituto de Investigação Interregional sobre Crime e Justiça da ONU (Unicri), Sandro Calvani, e os ministros de Interior e Justiça da República Tcheca, país que ocupa a Presidência rotativa da União Europeia. EFE ebp/an

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