Reunião do Fatah começa em busca de solução para assentamentos

Belém, 4 ago (EFE).- A 6ª Conferência do Fatah, a primeira realizada em território palestino e em duas décadas, começou hoje em Belém, onde se espera que saia uma declaração centrada na questão dos assentamentos judaicos.

EFE |

Trata-se do primeiro congresso desse grupo palestino fundado por Yasser Arafat, desde que o histórico dirigente morreu em 2004, e após perder nas eleições de 2006 sua hegemonia prática nos territórios ocupados.

Segundo disseram à Agência Efe fontes da organização da conferência, a reunião tentará abrir caminho para retomar a negociação com os israelenses e vencer as próximas eleições palestinas.

Do encontro, de três dias de duração, sairá uma declaração que, segundo antecipou a imprensa local, se centrará em exigir de Israel uma completa paralisação das colônias na Cisjordânia e na Jerusalém Oriental, antes de retomar o processo de paz.

Na reunião também serão eleitos os 120 membros do Conselho Revolucionário e os 18 do Comitê Central do Fatah.

A liderança do Fatah decidiu ontem adiar para outubro a escolha de seus representantes em Gaza, após o Hamas proibir que seus membros abandonem a Faixa para ir à conferência em Belém.

O Hamas se nega a permitir que os mais de 400 residentes na Faixa convidados como delegados vão ao encontro na Cisjordânia, onde se juntariam aos 2.200 que participam da conferência.

Para levantar o boicote ao evento, o Hamas exige a libertação de cerca de mil militantes que estão em prisões na Cisjordânia, território controlado pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), que é presidida pelo líder do Fatah, o moderado Mahmoud Abbas.

O Fatah, que completou 44 anos em janeiro passado, se encontra hoje em um dos seus piores momentos depois que perdeu as eleições legislativas em janeiro de 2006 para o Hamas, enquanto sua cúpula é considerada por grande parte da sociedade palestina corrupta e "colaboradora" com Israel.

Grande parte da militância do Fatah espera que a convocação da conferência sirva para regenerar a liderança do partido. EFE amg/rr

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