Reunião de Netanyahu e Mitchell termina sem resultados

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o enviado especial americano, George Mitchell, se separaram nesta quarta-feira sem anunciar qualquer acordo sobre a questão da colonização, e devem voltar a se reunir na sexta-feira em Jerusalém.

AFP |

"As reuniões de Netanyahu e Mitchell transcorreram em um clima bom. Eles decidiram se encontrar novamente sexta-feira em Jerusalém", resumiu o porta-voz de Netanyahu, Mark Regev.

O enviado americano para o Oriente Médio também vai rever o presidente palestino, Mahmud Abbas na manhã de sexta-feira em Ramallah na Cisjordânia.

Mitchell, que iniciou mais uma viagem à região domingo, deve ir nesta quarta-feira ao Líbano falar com o presidente Michel Sleimane.

Ele já conversou terça-feira, durante três horas, com o primeiro-ministro israelense, depois com o presidente palestino.

Ao final destas reuniões, ele pediu às duas partes que deem mostras de responsabilidade para permitir a retomada das negociações de paz suspensas desde o fim de 2008.

Segundo as mídias israelenses, o enviado americano tentou obter um compromisso sobre as colônias para permitir a realização de um encontro oficial entre Netanyahu e Abbas, que seria a primeira desde a entrada em função do chefe do governo israelense em abril.

Este encontro pode ocorrer na próxima semana em Nova York sob a égide do presidente Barack Obama, paralelamente à Assembleia geral das Nações Unidas da qual Netanyahu e Abbas devem participar.

Netanyahu exclui a ideia de um congelamento total da construção nas colônias da Cisjordânia e em Jerusalém Leste, reivindicada pelos palestinos e a comunidade internacional.

O primeiro-ministro inclusive acelerou a colonização antes de uma eventual suspensão temporária.

Ele deu assim sinal verde, no início do mês, à construção de 455 alojamentos extras na Cisjordânia.

Netanyahu aceita apenas uma redução do número de obras na Cisjordânia, onde vivem 300.000 israelenses, segundo a rádio militar. Ele não quer limitar a construção em Jerusalém Leste, onde 200.000 israelenses instalaram em 12 bairros.

O presidente Abbas considerou por sua vez inútil qualquer encontro de Netanyahu, se ele der continuidade à colonização judaica na Cisjordânia ocupada.

bur-jlr/lm

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