Lima, 13 mai (EFE).- Uma reunião de altos funcionários abriu hoje os encontros prévios à 5ª Cúpula América Latina-Caribe-União Européia (EU-LAC, na sigla em inglês) que começa na sexta-feira em Lima e contará com a participação de chefes de Estado e Governo dessas regiões.

A 26ª Reunião de Altos Funcionários, que termina na próxima quarta-feira, é realizada no Museu da Nação de Lima, sede principal da Cúpula, e tem como objetivo aprovar o texto final da Declaração de Lima, que será assinada pelos chefes de Estado e de Governo.

Além disso, analisarão o Projeto Yasuní II, apresentado pelo Governo do Equador, que cogita deixar em suspenso a exploração de uma jazida petrolífera como uma contribuição para evitar o aquecimento global.

A iniciativa propõe, em troca, a criação de um fundo internacional que proporcione ao fisco equatoriano pelo menos 50% do que obteria com a exploração comercial da jazida.

Os vice-chanceleres de Colômbia e Equador vão se reunir hoje na capital peruana para falar sobre as relações diplomáticas entre os dois países, que andam tensas desde o dia 3 de março. Naquele dia houve uma operação colombiana contra um acampamento guerrilheiro em território equatoriano.

A reunião prévia à Cúpula América Latina-UE conta com um forte esquema de segurança e a imprensa credenciada não foi autorizada a fazer a cobertura do evento.

O trânsito de Lima foi prejudicado com a interdição de ruas e avenidas próximas à sede da cúpula e aos hotéis em que as delegações estão hospedadas.

O debate da Cúpula América Latina-UE se concentra na luta contra a pobreza, a desigualdade e a exclusão social, assim como o desenvolvimento sustentável.

A reunião de altos funcionários de hoje conta com a participação dos representantes de Peru e Eslovênia, países que exercem as duas co-presidências da cúpula.

Outro encontro que começa hoje é a Cúpula dos Povos, que reúne organizações sociais, políticas e indígenas. EFE dub/plc

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