Reunião da Unasul será eclipsada por polêmica com Colômbia

SÃO PAULO - Deve ser uma reunião protocolar. A agenda de conflitos mal resolvidos da região deve ficar para depois e o presidente mais falado dos últimos dias, o colombiano Álvaro Uribe, estará ausente.

Valor Online |

Mesmo assim o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a maior parte de seus pares na Unasul (União de Nações Sul-Americanas) se encontram nesta segunda-feira, em Quito, para passar ao equatoriano Rafael Correa a presidência rotativa da organização num momento de delicado.

O Brasil deu sinais de que não concordará com uma declaração conjunta sobre o acordo que aumentará o uso des bases na Colômbia pelos EUA, a principal polêmica das últimas semanas.

O pacto militar entre os dois países aprofunda as críticas dos opositores de Washington e dos que defendem a soberania de Bogotá para tomar decisões, mas querem mais transparência nos termos do acordo.

O novo acordo, previsto para ser finalizado neste mês, permitirá a Washington manter 1,4 mil pessoas entre militares e civis nos próximos dez anos e compensará o recente fechamento da base americana de Manta, no Equador. Venezuela e Equador veem o acordo como uma ameaça militar. O presidente Hugo Chávez desafiou Uribe, a que compareça ao encontro de Quito e explique o acordo que permitirá aos EUA usar sete de suas bases militares. Bogotá, que já havia antecipado a ausência de Uribe, não respondeu a Chávez.

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