Reunião da OSCE termina sem documento final perante diferenças sobre Geórgia

Helsinque, 5 dez (EFE).- A reunião da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) terminou hoje sem conseguir adotar um documento final, pelo sexto ano consecutivo, devido às diferenças entre Moscou e Ocidente para avaliar a situação na Geórgia após o conflito com a Rússia em agosto.

EFE |

"Não conseguimos uma declaração política. Foi uma chance perdida, mas estivemos muito perto", lamentou o presidente rotativo da OSCE, o finlandês Alexander Stubb, no final da reunião.

Mesmo assim, disse que tinha sido "uma reunião bem-sucedida, porque, depois dos eventos de agosto (o conflito entre Geórgia e Rússia), estivemos todos sentados na mesma mesa".

As divergências dos países ocidentais com Moscou sobre a mobilização de tropas russas nas regiões separatistas georgianas da Ossétia do Sul e da Abkházia, e o bloqueio do retorno dos observadores da OSCE a essa região tornaram impossível qualquer compromisso, disseram à Agência Efe fontes diplomáticas.

O acordo do cessar-fogo de agosto previa a mobilização de um pequeno contingente de observadores da OSCE, que no fim não aconteceu, devido ao bloqueio de Moscou.

Estas diferenças tornaram impossível um acordo que parecia realizável horas antes, e que inclusive o subsecretário de Estado americano para Assuntos Europeus, Daniel Fried, definiu como o "mais próximo desde 2002".

Os EUA pediram à Rússia para acabar com o bloqueio, para que os observadores retornem à Abkházia e Ossétia do Sul.

"Existe, infelizmente, um silêncio e uma escuridão absoluta" sobre a situação da população civil nesses territórios, disse aos jornalistas o alto funcionário americano.

A reunião da OSCE foi centrada na situação da Geórgia e na idéia russa de lançar uma cúpula para debater um novo marco de segurança para a Europa, adaptado às necessidades do século XXI.

Esse debate dividiu a OSCE em dois blocos, os países que consideram que a iniciativa é positiva, como Alemanha, França, Itália e Espanha, entre outros, e os que têm reservas, como EUA, Reino Unido e a maioria dos países do Leste Europeu. EFE Ll/an

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