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Retorno de Zelaya é grande oportunidade para Honduras, diz Insulza

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, disse nesta terça-feira que o retorno do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, a seu país representa uma grande oportunidade para que se alcance um fim pacífico para o conflito em Honduras. A população e as autoridades do governo de fato se deram conta de que após três meses não há um só país que os reconheça, afirmou Insulza, em referência ao consenso da comunidade internacional contra o governo interino do presidente Roberto Micheletti.

BBC Brasil |

Os comentários de Insulza foram feitos durante uma entrevista coletiva em Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU. Zelaya regressou a Honduras na véspera da reunião e se refugiou na embaixada do Brasil na capital, Tegucigalpa.

O secretário-geral da OEA afirmou ainda que conversou com Zelaya e com representantes do governo interino de Honduras.

Insulza disse que pretendia viajar para Tegucigalpa assim que foi confirmado o regresso de Zelaya, mas foi obrigado a adiar seus planos por conta do toque de recolher decretado pelo governo interino na segunda-feira.

As autoridades do país também fecharam os aeroportos em todo o território hondurenho.

'Invasão'
O governo interino negou nesta terça-feira, em discurso transmitido em cadeia de rádio e de TV, que pretende ordenar a invasão da embaixada do Brasil para retirar Zelaya.

''Não se pensou em nenhuma invasão da embaixada para resgatar o senhor Manuel Zelaya'', afirmou a vice-chanceler de Micheletti, Martha Lorena Alvarado.

Mas ela acrescentou que o líder deposto deve se entregar ou pedir asilo ao Brasil.

Segundo Alvarado, o ministro das Relações Exteriores do governo provisório hondurenho, Carlos López Contreras, teria enviado à chancelaria do Brasil uma ''nota categórica e muito clara expressando a necessidade que se clarifique o status do senhor Zelaya dentro da embaixada''.

O presidente interino, Roberto Micheletti, também afirmou que irá respeitar a embaixada brasileira em Tegucigalpa e reiterou que o governo brasileiro deve entregar o presidente deposto ou conceder asilo político a Zelaya.

Em Nova York, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton disse que o governo dos Estados Unidos ''expressou de forma muito direta a nossa expectativa de que haja ordem e de que não ocorram provocações por nenhuma das partes''.

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