Retorno de Zelaya a Honduras foi imprudente, diz Hillary Clinton

WASHINGTON - A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, considerou imprudente a tentativa do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, de voltar a seu país, realizada nesta sexta-feira.

Redação com agências internacionais |


"A tentativa de o presidente Zelaya alcançar a fronteira é imprudente", declarou a chefe da diplomacia americana em entrevista à imprensa ao lado do primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki.

"Isso não contribui ao esforço geral empreendido para restabelecer a democracia e a ordem constitucional em Honduras", acrescentou.

O mandatário ingressou em território hondurenho às 14h26 locais (17h26 em Brasília), por meio da cidade de Las Manos, na Nicarágua, a 250 quilômetros de Manágua, de onde partiu na quinta-feira.

O mandatário ingressou em território hondurenho às 14h26 locais (17h26 em Brasília), por meio da cidade de Las Manos, na Nicarágua, a 250 quilômetros de Manágua, de onde partiu na quinta-feira. Ele estava acompanhado da chanceler Patricia Rodas e de um grupo de simpatizantes.

Zelaya tentou negociar sua passagem com militares que estavam na área da fronteira e afirmou que desejava entrar em contato com a cúpula das Forças Armadas.

Posteriormente, voltou à cidade de Las Manos, onde estaria conversando por telefone com "assessores do governo golpista", segundo suas palavras.

"Estou em contato com vários assessores dos golpistas. Eles sabem que não podem governar com o presidente exilado e com o povo contra", afirmou ele.

Ao justificar a decisão de aguardar e tentar abrir negociações, Zelaya indicou que não quer desencadear uma onda de violência no país.

"Não quero fazer com que eles tenham de me dar um tiro e me assassinar, porque assim o problema iria piorar. Faço uso da razão e não quero ser a causa dessa violência. Venho desarmado e quero mostrar a eles que sou um homem de boa vontade", ressaltou.

(Com informações da AFP e da Ansa)

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