Retirar tropas do território controlado por Tbilisi é última prioridade russa

Moscou, 19 ago (EFE).- A Rússia anunciou hoje que retirará suas tropas do território controlado por Tbilisi em último caso, e apenas depois de proceder a total retirada de suas unidades militares da separatista Ossétia do Sul.

EFE |

"Em primeiro lugar serão recuadas as unidades de retaguarda e também a segunda e terceira linhas", assegurou Igor Konashenkov, assistente do comandante-em-chefe do Exército russo, à agência de notícias "Interfax".

O militar russo acrescentou que as "unidades de vanguarda serão as últimas a sair" do território georgiano.

"A retirada durará mais que o desdobramento na zona de conflito.

A introdução das tropas foi rápida, dada a necessidade de salvar as vidas de civis e ajudar as forças de paz", disse.

Konashenkov destacou ainda que "as tropas russas ainda têm de obter material, revisá-lo e transportá-lo".

Previamente, chefes militares russos haviam comunicado às autoridades georgianas que necessitariam de mais dois dias para completar seu processo de retirada em várias das cidades que ainda estão sob controle russo.

O anúncio tinha sido feito hoje pelo representante do presidente da Geórgia na estratégica cidade de Gori, Vladimir Vardzelashvili, em entrevista à emissora de rádio georgiana "Imedi".

Os russos necessitariam de mais 48 horas antes de abandonar tanto Gori, que se encontra perto da fronteira com a separatista Ossétia do Sul, como Kareli, Kaspi e Jashuri.

No entanto, Vardzelashvili reconheceu na ocasião que nas ruas de Gori "são vistos menos soldados russos", e que cerca de 80% da população local já retornou a seus lares.

Segundo a "Imedi", militares russos abriram fogo hoje contra as instalações de um recém-inaugurado acampamento juvenil na localidade de Ganmujuri, perto da região separatista da Abkházia.

Além disso, segundo dados do Ministério do Interior georgiano, as tropas russas seguem ocupando as cidades de Gori, perto da Ossétia do Sul, e de Senaki e Zugdidi, não muito distantes da fronteira com a Abkházia. EFE io/fr

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