Retirada militar dos EUA do Iraque será concluída em 2011, segundo negociador

Bagdá, 22 ago (EFE).- Os Estados Unidos e o Iraque estão próximos de um acordo para que as tropas de combate americanas abandonem o país até o fim de 2011, com uma certa margem de flexibilidade, disse hoje um negociador iraquiano a um canal de televisão local.

EFE |

Washington e Bagdá estão há cinco meses negociando um acordo que assegure a presença das tropas americanas no Iraque para além do fim deste ano, quando expira o mandato dado pelo Conselho de Segurança da ONU.

"Ambas as partes aceitaram que a retirada das tropas dos EUA do Iraque deve terminar no final de 2011, mas há possibilidades de que abandonem o país antes ou depois dessa data, dependendo da situação no terreno dos níveis de segurança", afirmou Mohammed Hajj Mahmoud.

O integrante da equipe negociadora do Governo do Iraque, em declarações ao canal iraquiano "Al-Shaquiya", acrescentou que os dois Governos aceitaram que as tropas americanas se retirem das cidades e dos povoados em 30 de junho de 2009.

A idéia é que os centros urbanos passem a ser defendidos pelas forças de segurança e do Exército iraquiano, ao tempo que o resto das áreas seria campo de operações dos militares americanos até sua retirada definitiva do país.

As declarações de Hajj vêm à tona um dia depois da visita a Bagdá da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, a fim de analisar o estado do acordo buscado por Iraque e EUA em matéria de segurança.

Rice evitou dar datas para a retirada das tropas americanas, enquanto seu colega iraquiano, Hoshiar Zebari, disse que o acordo que deve ser assinado em breve conta com um "horizonte temporário" sobre a saída dos militares estrangeiros.

Entre os pontos delicados que não permitiram fechar o acordo figura a possibilidade de que as tropas americanas que permaneçam no Iraque além do mandato outorgado pela ONU gozem de imunidade, para que não respondam perante os tribunais iraquianos, mas sim perante os americanos.

Atualmente, os EUA mantêm no Iraque cerca de 140 mil soldados, 20 mil a menos do que há alguns meses, graças à redução recente dos níveis de violência no país. EFE ah/gs

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