Retirada do Togo da Copa Africana não é certa

A retirada da seleção de futebol do Togo da Copa Africana de Nações não é certa, de acordo com notícias divulgadas por vários meios de comunicação neste domingo. O governo do Togo retirou a sua equipe nacional do torneio, sediado em Angola, depois de um atentado na sexta-feira ao ônibus do time, mas alguns jogadores teriam expressado desejo de ficar e disputar as partidas.

BBC Brasil |

O ataque matou três pessoas.

Dois jogadores disseram que o time tomou uma decisão unânime de permanecer no enclave de Cabinda e enfrentar a seleção de Gana na segunda-feira, de acordo com o repórter da BBC em Angola, Alex Capstick.

Thomas Dossevi e Alaixys Romao, que também jogam em times na França, teriam dado entrevistas dizendo que a decisão de participar do torneio é uma homenagem aos mortos e feridos no ataque.

Segundo o jornal francês L'Equipe, o meio-campista Alaixys Romao disse que os jogadores do Togo não iriam embora como covardes.

Sem alerta
O governo togolês pediu à seleção de futebol que retorne ao país, abandonando a Copa Africana de Nações, depois de exigir do governo angolano uma explicação por não ter sido alertado para os perigos de se viajar por Cabinda.

As autoridades angolanas haviam expressado surpresa quando o time do Togo entrou na área por terra ao deixar seu campo de treino na República Popular do Congo.

A autoria do atentado de sexta-feira foi reivindicada pelo grupo separatista Forças de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC). Cabinda, no norte de Angola, rico em petróleo, vive um conflito desde 1975, quando o país tornou-se independente de Portugal.

A Copa Africana de Nações será aberta neste domingo com uma partida entre as seleções de Angola e Mali, na capital angolana, Luanda.

Segurança
O primeiro-ministro angolano, Paulo Kassoma, reuniu-se com as autoridades do futebol do país para oferecer garantias sobre a segurança dos jogadores no torneio.

"O primeiro-ministro considera o incidente em Cabinda um ato isolado e repetiu que a segurança da equipe do Togo e de outras seleções está garantida", disse um comunicado de seu gabinete.

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