Resumo da votação nos 27 países da UE

Punindo partidos no poder, promovendo extremistas na oposição e reagindo a questões locais, este é o quadro geral de como foi concluída a votação nos 27 países membros da União Europeia, que foram às urnas entre quinta-feira e domingo para renovar os deputados do Europarlamento:

AFP |

Alemanha:

Os conservadores da chanceler Angela Merkel derrotaram seus principais adversários da centro-esquerda, apesar de uma votação decepcionante em relação a 2004 - que é preocupante para o governo, considerando a proximidade das eleições legislativas nacionais, em setembro.

Áustria:

O partido eurocético conquistou um avanço significativo, enquanto os sociais-democratas, atualmente no poder amargaram a pior derrota política de sua história.

Bélgica:

Partidos de direita, a favor de mais autonomia para a região flamenga de Flandres, ganharam grande apoio da população nas eleições regionais belgas, e o movimento acabou deixando o pleito europeu em segundo plano.

Bulgária:

O partido de centro-direita GERB, atualmente na oposição, saiu na frente nestas eleições europeias no país, derrotando os socialistas do primeiro-ministro Sergey Stanishev, segundo pesquisas de boca de urna.

Chipre:

O partido conservador cipriota, atualmente na oposição, conseguiu mais votos do que os comunistas do presidente Demetris Christofias, mas perdeu uma de suas três cadeiras.

Dinamarca:

Cerca de 60% dos dinamarqueses foram às urnas neste domingo, estimulados por um referendo de sucessão real que introduziu a igualdade entre os sexos. A contagem dos votos continua na Groenlândia e nas Ilhas Faroe, mas os social-democratas da oposição aparecem na frente com uma pequena vantagem.

Eslováquia:

O partido de esquerda Smer, atualmente no poder, registrou 32,01% dos votos, mas uma formação o ultranacionalista também conseguiu um assento na Eurocâmara. O país registrou uma das mais baixas taxas de comparecimento: 19,64%.

Eslovênia:

O Partido Democrático Esloveno, de centro-direita na oposição, derrotou os sociais-democratas no poder.

Espanha:

Os conservadores espanhóis, atualmente na oposição, deixaram para trás os socialistas do chefe do governo José Luis Rodríguez Zapatero, no contexto da pior recessão dos últimos 15 anos no país e de uma grande taxa de desemprego.

Estônia:

A maior formação de oposição estoniana, o Partido do Centro, lidera a votação e deve conquistar duas cadeiras no Parlamento Europeu, uma a mais que o Partido da Reforma do primeiro-ministro Andrus Ansip.

Finlândia:

O partido nacionalista e eurocético Verdadeiros Finlandeses conseguiu um lugar na Eurocâmara pela primeira vez, assim como um padre da Igreja Ortodoxa Finlandesa que foi expulso por se candidatar. Os partidos da base do governo, por sua vez, sofreram revezes.

França:

O partido de direita UMP, do presidente Nicolas Sarkozy, saiu vitorioso das urnas neste domingo, com aproximadamente 28% dos votos, deixando para trás os enfraquecidos socialistas, com 17% - em 2004, eles haviam obtido 29% das preferências -, em uma votação marcada pelo baixo comparecimento da população.

Grécia:

Os conservadores gregos, atualmente no poder, sofreram sua primeira derrota em cinco anos, enquanto a oposição socialista venceu por uma margem apertada o partido Nova Democracia - que, apesar dos recentes escândalos, obteve 34% dos votos.

Holanda:

Dutch far-right MP Geert Wilders' Party for Freedom (PVV) was the big winner, taking 17 percent of the vote and four of 25 Dutch seats in its first European campaign, according to controversial preliminary results.

Hungria:

O partido opositor de centro-direita Fidesz conquistou 56,37% dos votos, mas a formação de extrema-direita Jobbik também registrou bons resultados. Os socialistas, atualmente no poder, perderam cinco cadeiras no Europarlamento.

Irlanda:

O partido centrista Fianna Fail, do primeiro-ministro Brian Cowen, se saiu mal nas urnas neste domingo nas eleições locais, uma semana antes de um voto de não confiança. Principal partido opositor de centro, o Fine Gael comemora uma boa campanha para a votação europeia, mas ainda espera pela divulgação dos resultados.

Itália:

Afundado até o pescoço em escândalos sexuais, uma ação litigiosa de divórcio e uma investigação por malversação de dinheiro público, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi conseguiu 35,6% dos votos com seu partido de centro-direita. A Itália registrou a maior taxa de comparecimento da UE, com 65%.

Letônia:

O partido de direita União Cívica, com apenas 14 meses de existência, conquistou 24,32% dos votos, enquanto a formação Harmonia do Centro, apoiado principalmente pela enorme população de origem russa do país, ficou em segundo lugar com 19,53%.

Lituânia:

O partido conservador do primeiro-ministro lituano Andrius Kubilius obteve 26,53% dos votos, de acordo com resultados parciais; no entanto, apenas 20,57% da população optou por votar neste domingo.

Luxemburgo:

Pesquisas de boca de urna apontam para uma vitória fácil do partido social-cristão CSV, do primeiro-ministro Jean-Claude Juncker, nas eleições legislativas locais, que também aconteceram neste domingo, enquanto os socialistas perderam terreno.

Malta:

O Partido Trabalhista (PES) comemorou uma boa vitória, de acordo com projeções feitas pelas principais formações. Os trabalhistas afirmam ter conquistado 55% dos votos, contra 40% do Partido Nacionalista - que por sua vez calculam 57% para os trabalhistas.

Polônia:

O partido liberal Plataforma Cívica, atualmente no poder, obteve 45,3% dos votos, de acordo com pesquisas de boca de urna. O partido de oposição Lei e Justiça, de direita, do ex-primeiro-ministro Jaroslaw Kaczynski - irmão gêmeo do presidente Lech Kaczynski - ficou em segundo lugar com 29,5%.

Portugal:

Os socialistas do primeiro-ministro José Sócrates perdeu terreno nas eleições europeias, com eleitores debandando para os partidos verde e de extrema-esquerda, segundo resultados parciais divulgados pelo ministério do Interior.

Reino Unido:

O partido de extrema-direita BNP chegou pela primeira vez à Eurocâmara, ao mesmo tempo em que os trabalhistas do primeiro-ministro Gordon Brown sofreram sua pior derrota, relegados ao terceiro lugar atrás dos conservadores, que conquistaram 26% dos votos, e dos eurocéticos do UKIP, com 17%.

República Tcheca:

Dados preliminares revelaram uma assustadora taxa de abstenção no país que ocupa este semestre a presidência rotativa da UE, com apenas 28% dos tchecos votando neste domingo. Apesar disso, os eurocéticos apoiados pelo presidente Vaclav Klaus não conseguiram um assento em Bruxelas.

Romênia:

Pesquisas de boca de urna indicam que o partido de extrema-direita voltará à Eurocâmara, ao lado dos social-democratas de esquerda e dos liberais-democratas de direita que formam a coalizão de governo romena.

Suécia:

O Partido Pirata sueco, que defende a legalização do compartilhamento de arquivos e mais privacidade na internet, conquistou uma cadeira no Parlamento Europeu pela primeira vez.

afp/ap

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