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Resultado eleitoral israelense paralisa processo de paz, segundo palestinos

O resultado das eleições em Israel, que de acordo com as primeiras pesquisas d boca de urna coloca a direita como favorita a formar o novo governo, paralisa o processo de paz, afirmou nesta terça-feira o negociador palestino Saeb Erakat.

AFP |

"É evidente que os israelenses votaram para paralisar o processo de paz", declarou Erakat à AFP.

"Os resultados das eleições israelenses indicam que não haverá em Israel um governo capaz de fazer o que é necessário para alcançar a paz", acrescentou.

O partido Kadima (centro-direita), da ministra israelense das Relações Exteriores, Tzipi Livni, detém uma ligeira vantagem neste momento sobre o Likud (direita), de Benjamin Netanyahu, nas pesquisas de boca de urna das eleições legislativas israelenses.

No entanto, o ex-primeiro-ministro israelense parece estar em melhor posição para formar uma coalizão governamental.

De fato, o partido de extrema-direita Israel Beiteinu, de Avigdor Lieberman, se tornou nesta terça-feira a terceira maior força política do país, com cerca de 15 deputados, à frente do Partido Trabalhista, que registrou o pior resultado de sua história, segundo as primeiras sondagens.

Depois da divulgação dos primeiros resultados, Lieberman se mostrou a favor da formação de "um governo de direitas".

"Queremos um governo nacional, um governo de direitas", declarou. "A partir de agora, somos a chave para a formação de um governo".

Lembrando que a comunidade internacional boicotou o governo palestino quando o grupo radical islâmico Hamas - que não reconhece os acordos do passado - fazia parte dele, Erakat pediu que o mesmo seja feito em relação a qualquer governo israelense que se oponha ao processo de paz.

"Para nós, um governo desse tipo não será um aliado (para a paz). Será que o mundo vai considerar isso assim, da mesma maneira que fez conosco?", indagou o negociador palestino.

Nabil Abu Rudeina, porta-voz do presidente palestino, Mahmud Abbas, declarou por sua vez que a Autoridade Palestina "não tratará com um primeiro-ministro israelense que renegue o processo de paz".

"Não serão retomadas negociações com Israel se não interromperem totalmente a colonização na Cisjordânia", afirmou.

Em Gaza, o grupo radical islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, comentou que os israelenses votaram nos dirigentes "mais beligerantes", cujos discursos "são os mais extremistas".

"A chegada à liderança do trio Livni-Netanyahu-Lieberman confirma que entre o eleitorado israelense domina a cultura terrorista", afirmou o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum.

Outro dirigente do Hamas, Ismail Radwan, destacou que o fortalecimento da extrema-direita israelense reflete "o estado da sociedade israelense, que tende mais ao extremismo em relação ao nosso povo".

na-ezz/ap

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