Restrição religiosa afeta mais de dois terços da população mundial

Washington, 16 dez (EFE).- Pelo menos dois terços da população do mundo vive em países que aplicam restrições à liberdade religiosa, assinalou hoje um estudo do Centro Pew de Pesquisas de Washington.

EFE |

O estudo, baseado em dados fornecidos pelo Departamento de Estado de EUA, pela organização Human Rights Watch (HRW) e outros organismos, considera em tanto as restrições dos Governos como os atos de violência entre ou contra grupos religiosos em 198 países.

A análise dos dados manifesta que as restrições dos Governos contra a religião são altas ou muito altas em 43 países, ou seja, aproximadamente um quinto.

Mas, pelo fato de haver, entre eles, muitos de grande população, como China, Índia e Paquistão, mais da metade da população vive sob altos níveis de restrição religiosa.

Um número maior de países, 119, tem restrições menores, mas no geral suas populações são muito menores.

Como representativos das restrições oficiais à atividade religiosa e a hostilidade, o relatório destaca os casos de Arábia Saudita, Paquistão e Irã.

A maioria das nações estabelece a liberdade religiosa em suas constituições, mas só uma quarta parte respeita na prática esses direitos legais, segundo o relatório.

O menor nível de restrições se registra nos países das Américas, principalmente em Cuba, México, Venezuela e Colômbia. O Brasil, assim como Canadá e Estados Unidos, tem um baixo nível de restrições oficiais, embora as hostilidades sociais sejam maiores que nos outros países americanos, segundo o relatório.

O estudo também determinou que em 75 países os Governos limitam os esforços de grupos religiosos ou indivíduos para convencer outros a se unirem a seu credo.

Além disso, em 178 países (90% do total), os grupos religiosos devem registrar-se perante o Governo, e em 117 deles (59%) essa inscrição teve como resultado grandes problemas ou discriminação aberta contra certos credos, segundo o relatório. EFE ojl/fm

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