Restrição da China a óleo de soja argentino preocupa Brasil

Buenos Aires, 18 abr (EFE).- As restrições impostas pela China à entrada do óleo de soja da Argentina geraram preocupação no Governo brasileiro, informou hoje a imprensa em Buenos Aires.

EFE |

O secretário de Comércio Exterior brasileiro, Welber Barral, disse ao jornal "La Nación" que funcionários de Argentina e Brasil tiveram conversas por telefone esta semana em que analisaram, inclusive, a possibilidade de fazer um protesto conjunto em resposta à decisão chinesa.

"Há certamente uma preocupação brasileira de que as exportações do Mercosul sejam de produtos industrializados. Qualquer restrição arbitrária seguramente provoca instabilidade nos mercados e isso afeta negativamente todos os exportadores do produto", assinalou o secretário.

O vice-chanceler argentino, Victorio Taccetti, afirmou na terça-feira passada que as negociações com a China para permitir as exportações de óleo de soja estão "bem encaminhadas".

A China impôs impedimentos em 1º de abril à entrada em seu mercado deste produto proveniente da Argentina, após alegar razões de saúde.

Segundo fontes do setor, 77% das importações do produto por parte da China, principal comprador mundial, provêm da Argentina, país que, por sua vez, é o maior exportador mundial, com 55% do mercado global.

De acordo com cálculos da indústria local, qualquer restrição comercial poria em perigo um negócio que para a Argentina representaria este ano receita de US$ 1,6 bilhão. EFE ms/rr

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