Restos do último presidente polonês no exílio chegam à Varsóvia

Varsóvia, 15 abr (EFE).- Os restos mortais do último presidente da Polônia no exílio, Ryszard Kaczorowski, morto na tragédia aérea de Smolensk (Rússia), chegaram hoje ao aeroporto de Varsóvia, de onde partiram em cortejo fúnebre até um palácio no centro da capital polonesa.

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Familiares do líder e uma pequena representação militar, religiosa e política com o presidente do Parlamento e chefe de Estado interino, Bronislaw Komorowski, à frente esperavam na pista.

"Graças, graças em teu último dia de serviço à Polônia", discursou Komorowski. Pouco depois a viúva de Ryszarda se ajoelhou perante o caixão, que beijou entre lágrimas, e em seguida recebeu as condolências do primeiro-ministro, Donald Tusk, e de vários membros de seu gabinete.

Após o pequeno ato no aeroporto, o caixão de Kaczorowski partiu em direção ao palácio Belwedere de Varsóvia.

Kaczorowski foi o último presidente da II República Polonesa no exílio britânico, cargo que ocupou de julho de 1989 até dezembro de 1990, quando a democracia na Polônia já era um fato e o comunismo se desmoronava em toda Europa.

Antes de virar chefe de estado no exílio, participou da Segunda Guerra Mundial com as tropas polonesas que serviram no Exército Britânico, para emigrar depois à Inglaterra onde compaginou seu trabalho como contábil com uma participação ativa nas organizações políticas do exílio polonês anticomunista.

Ryszard Kaczorowski (1919-2010) foi uma das 96 vítimas do acidente aéreo de Smolensk (Rússia) no sábado passado quando o avião presidencial polonês caiu a caminho de uma cerimônia em homenagem aos oficiais poloneses assassinados em Katyn por ordem de Stalin há 70 anos.

Um novo avião com os caixões de outros mortos na tragédia deve aterrissar esta tarde, após a chegada nesta quarta-feira de um primeiro grupo de 30 ataúdes.

Anteriormente já tinham chegado a Varsóvia os restos do presidente polonês, Lech Kaczynski, e sua esposa María, cujos caixões estão expostos na câmara ardente na Sala de Colunas do Palácio Presidencial. EFE nt/pb

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