As autoridades americanas planejavam neste sábado retirar do rio Hudson os destroços do avião da US Airways, em busca de dados que expliquem o acidente de quinta-feira, ao qual as 155 pessoas a bordo sobreviveram, graças à perícia do piloto.

Os investigadores também devem interrogar, ainda hoje, Chesley Sullenberger, o piloto que virou herói nacional por sua incrível aterrissagem, cinco minutos depois de decolar de Nova York.

O Airbus A-320 acidentado estava quase que totalmente submerso na água no sábado, amarrado a um cais no extremo-sul de Manhattan (Nova York, nordeste), para onde havia sido rebocado vazio, horas depois do acidente.

Ainda não se sabe a causa da avaria sofrida pela aeronave, após decolar do aeroporto nova-iorquino de La Guardia, com destino a Charlotte, na Carolina do Norte, e que provocou sua queda menos de cinco minutos depois.

Uma equipe do NTSB, dirigida pelo investigador veterano Robert Benzon, começou a trabalhar ontem, em Nova York, para determinar as causas exatas do acidente.

Os especialistas acreditam que o problema possa ter sido a colisão com um bando de gansos, ou outros aves de tamanho similar que habitam nessa área, que teriam causado danos catastróficos nas turbinas.

O Escritório Nacional de Segurança no Transporte (NTSB), que investiga o acidente, destacou que, quando a operação tiver terminado, será possível rever a fuselagem e as asas.

"Se os pássaros provocaram algum tipo de dano, acho que isso ficará à vista", disse, em entrevista coletiva, Kitty Higgins, membro da equipe da NTSB. "É uma peça muito importante do quebra-cabeças" da investigação, frisou.

"As duas turbinas não estão junto do avião. Isso não é incomum nesse tipo de impacto", acrescentou Kitty.

sms/tt

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