Ressonância magnética e mamografia são armas contra o câncer

Redação Internacional, 23 fev (EFE).- Uma revisão anual para prevenir o câncer de mama incluindo uma mamografia e uma ressonância magnética pode aumentar a qualidade e a esperança de vida das mulheres com risco de sofrer a doença, segundo um estudo publicado na revista Radiology.

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"Utilizar a ressonância magnética e a mamografia para a prospecção dos seios poderá reduzir a probabilidade de as mulheres com alto risco de desenvolver câncer de mama morrer dessa doença e contribuir para que tenham uma vida mais saudável e duradoura", explicou a autora do estudo, Janie M. Lee, do Hospital Geral de Massachusetts, em Boston.

As mulheres com mutações nos genes BRCA1, um transtorno hereditário, têm 80% mais de probabilidade de desenvolver câncer de mama em algum momento da vida.

A mamografia, o exame mais comum na atualidade para o exame do peito feminino, detecta menos da metade dos cânceres de mama sofridos pelas pacientes potenciais, pois em muitos casos a juventude e a densidade dos seios dificultam o diagnóstico.

Durante a pesquisa, Lee e sua equipe de radiologistas compararam os custos e os benefícios das imagens obtidas a partir de uma mamografia, de uma ressonância magnética e da combinação de ambas.

Para isso, se tomou como referência um grupo hipotético de mulheres com 25 anos e mutação no gene BRCA1, cuja esperança de vida e a qualidade da mesma foram calculadas em função do tipo de testes médicos que tinham sido submetidas para a detecção do câncer de mama.

Os resultados revelaram que as mulheres submetidas à mamografia e a ressonância magnética anualmente ganharam uma esperança de vida com qualidade de 49,62 anos, cinco anos a mais que aquelas que só haviam feito mamografia.

Com relação aos custos dos dois exames juntos, o montante chegava a US$ 110,9 frente aos US$ 100,3 que custava unicamente a mamografia. EFE clb/dm

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