Responsável europeu justifica falta de orientação de evitar ir à Índia

Bruxelas, 27 nov (EFE).- O coordenador europeu para a luta contra o terrorismo, o belga Gilles de Kerchove, justificou hoje o fato de os Governos da União Européia (UE) não terem desaconselhado as viagens de seus cidadãos à Índia, porque a ameaça, até agora, não era maciça.

EFE |

Em entrevista coletiva realizada após discursar diante dos ministros do Interior da UE, De Kerchove reconheceu que os atentados cometidos na quarta-feira à noite, em Mumbai, "surpreenderam" os responsáveis europeus, devido à magnitude.

"Há alguns meses estávamos vendo um aumento exponencial dos atentados na Índia", reconheceu o coordenador, mas esses fatos, acrescentou, "aumentavam em número, mas não eram maciços, eram bem locais".

"Até agora, não era percebida como uma ameaça de grande magnitude". A partir de ontem, admitiu, "estamos diante de um acontecimento de grande amplitude".

Na opinião dele, "é muito cedo para tirar conclusões" sobre os autores do massacre e saber se é, como se apontou, um subgrupo do Lashkar-e-Toiba, uma das organizações islâmicas mais ativas no sul da Ásia, com base no Paquistão.

Durante o Conselho de Ministros do Interior realizado hoje, em Bruxelas, os Governos europeus expressaram sua "vontade de ajudar com rapidez" as autoridades indianas na gestão desta crise. EFE jms/an

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