Resolução sobre crise no Sri Lanka evidencia divisão na ONU

Genebra, 27 mai (EFE).- A crise humanitária no Sri Lanka provocou hoje um novo racha entre os países-membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU, onde, após dois dias de debate, foi aprovada uma resolução sobre a situação no país, apesar da rejeição frontal dos países ocidentais.

EFE |

Com o voto dos países árabes, africanos e de Cuba foi respaldada uma resolução criticada por União Europeia (UE), Suíça, Canadá e pelos países latino-americanos, que consideravam que o documento omite assuntos considerados fundamentais.

Entre essas questões estava a necessidade de as organizações humanitárias terem total acesso aos deslocados nos últimos quatro meses de conflito entre o Exército cingalês e os Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE).

Além disso, os países contrários à aprovação da resolução exigiam uma investigação independente das denúncias de supostos crimes de guerra cometidos pelas partes em conflito.

Cuba dirigiu as gestões para evitar um debate destinado a incorporar esses temas no texto, uma atitude que tentou justificar acusando aos europeus de "arrogantes e intransigentes".

A Alemanha, em nome da União Europeia, afirmou que o bloco se esforçou ao máximo para alcançar um acordo em favor das vítimas do conflito, mas não foi bem-sucedido. EFE is/db

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