Resistência iraniana revela centros secretos de armas nucleares no Irã

Paris, 24 set (EFE).- O Conselho Nacional da Resistência Iraniana (CNRI) revelou hoje a existência de dois centros secretos de pesquisa e fabricação de armas nucleares no Irã, e todos os detalhes sobre os locais e suas atividades.

EFE |

Em um deles são feitas as pesquisas e no outro são fabricados os sistema de explosão, uma das principais partes da bomba atômica, explicou em entrevista coletiva, em Paris, o presidente da comissão da Paz do CNRI, Mehdi Abrichamtchi.

O primeiro deles, o de pesquisa, fica no bairro de Pars, ao leste da cidade de Teerã.

"Este local, em um edifício aparentemente normal sem nenhuma placa de identificação, onde são feitos os estudos teóricos e as simulações em computador", detalhou.

Os responsáveis pelo centro são dois homens chamados Adjini e Karimi, segundo Abrichamtchi, que mostraram inclusive fotos por satélite do lugar e detalharam quem são os responsáveis pelas unidades.

Nos arredores da capital iraniana, a cerca de 30 quilômetros de distância em um pequeno povoado em que fica um complexo militar convencional, está o segundo local, onde são fabricadas e colocadas em prática as produções e os resultados das pesquisas do primeiro.

Para dissimular as atividades o prédio é cercado por um muro alto. No interior, no entanto, em meio diversos túneis são fabricadas peças e unidades necessárias para a construção da arma nuclear.

A totalidade dos materiais explosivos produzidos é testada, muitos no centro de Parchine, um local conhecido de testes de materiais convencionais utilizado pelo regime.

Além da confecção da bomba atômica, funciona nesse segundo ponto um organismo com estrutura de um quartel-general e várias filiais, conhecidos no regime como Metfaz.

Segundo o CNRI, o local é coordenado pelo militar Mohsen Fakhrizadeh.

"E é ele quem dirige de fato a fabricação da bomba atômica", afirmou o presidente da comissão da Paz do CNRI.

Abrichamtchi explicou que todas as informações e os dados concretos são de fontes da Organização dos Mujahedins do Povo do Irã (OMPI) no interior do país.

"Esta é uma prova concreta de que a ditadura religiosa do Irã nunca desacelerou como nunca suspendeu o projeto de fabricação da bomba atômica", afirmou Abrichamtchi.

"Para um regime que representa uma forma de fascismo, o acesso à bomba atômica é uma garantia de sobrevivência e, por isso, não desistirá jamais", complementa Abrichamtchi.

Por isso, o CNRI considera que as negociações internacionais sobre a questão nuclear iraniana estão condenadas ao fracasso. EFE pi/dm

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