Tegucigalpa, 27 set (EFE).- A Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado em Honduras denunciou hoje que uma estudante universitária faleceu por causa do gás lacrimogêneo lançados durante os últimos incidentes ocorridos nos arredores da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

Wendy Elizabeth Ávila morreu ontem por causa de uma intoxicação "broncopulmonar por gases tóxicos", disse à Agência Efe seu marido, Edwin Robelo, acrescentando que sua mulher sofria de asma.

A denúncia da morte de Ávila foi feita pelo padre Andrés Tamayo, membro da Frente de Resistência Nacional contra o Golpe de Estado. O religioso está na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa junto com o presidente deposto hondurenho, Manuel Zelaya.

Segundo o padre, o gás lacrimogêneo que civis e militares lançaram em frente e nos arredores da embaixada do Brasil causaram a morte da universitária.

Ávila "era uma mulher muito jovial e com muita consciência social", disse seu marido.

Robelo acrescentou que, por causa da asma, sua esposa "infelizmente não resistiu" à quantidade de gás lacrimogêneo. Ele não disse quando Ávila foi internada no hospital público de Tegucigalpa no qual morreu ontem. EFE gr/bba

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