Resistência de grupos pró-direitos civis a scanners corporais cresce nos EUA

Washington, 11 jan (EFE).- Uma organização de defesa das liberdades civis denunciou hoje que os scanners corporais podem gravar e enviar as imagens captadas nos aeroportos, em mais uma mostra do descontentamento que o novo instrumento gera entre entidades do tipo nos Estados Unidos.

EFE |

O grupo Electronic Privacy Information Center (Epic) assegurou hoje ter tido acesso a documentos que mostram que a agência de segurança do transporte (TSA) ordenou que os scanners contassem com dispositivos de armazenamento de dados, como USB, e conexão de rede Ethernet.

A TSA, segundo o grupo, também teria autorizado a inabilitação dos filtros de privacidade, de modo que fosse possível exportar os arquivos dos scanners, que mostram imagens do corpo sem roupa.

A denúncia da organização se une à inconformidade crescente manifestada por outras entidades, como a União Americana de Liberdades Civis.

Segundo essa organização, os scanners são "um passo para trás" na luta antiterrorista porque representam um aumento marginal da segurança perante a significativa intromissão da privacidade.

Enquanto as críticas desses grupos aumentam, a maioria dos cidadãos americanos aprova os scanners. Segundo uma sondagem publicada hoje pelo jornal "USA Today", 78% das pessoas nos EUA são a favor do uso desse instrumento.

Por enquanto, cerca de 40 scanners corporais funcionam em 19 aeroportos americanos e, como resposta à tentativa de atentado do Natal passado, se prepara a instalação de outros 150 por todo o país. EFE sid/rr

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