Residente britânico detido em Guantánamo pode morrer se não for libertado

Londres, 11 fev (EFE).- Binyam Mohammed, etíope com residência no Reino Unido, está em mau estado de saúde e pode morrer se não for libertado logo da base americana de Guantánamo, em Cuba, afirmou hoje a advogada dele, Yvonne Bradley.

EFE |

Mohammed, que diz ter sido torturado por agentes dos EUA antes de ser levado a Guantánamo, em 2004, está em "pele e ossos", segundo Bradley, que o visitou há 15 dias, depois que o detido começou uma greve de fome, em 5 de janeiro.

Desde 14 de janeiro, Mohammed é alimentado através de uma sonda, acrescentou a representante legal.

A advogada se reunirá hoje com o ministro de Assuntos Exteriores britânico, David Miliband, para pedir que pressione Washington a fim de conseguir que Mohammed saia o mais rápido possível da base de Guantánamo e possa voltar ao Reino Unido.

"Mohammed pode sair de Guantánamo de duas maneiras se as pessoas não agirem: louco, porque isso é pouco a pouco o que está acontecendo a ele, ou em um caixão, porque seu estado está piorando".

O caso de Mohammed foi centro de uma polêmica na semana passada, depois que dois juízes britânicos revelaram que os EUA ameaçaram reconsiderar a cooperação em matéria antiterrorista com o Reino Unido se uma informação secreta americana sobre a suposta tortura do detido fosse a público.

Na semana passada, Miliband disse que revelar o conteúdo dos documentos contra a vontade das autoridades dos EUA poderia causar um dano "real e significativo" à segurança nacional.

Os documentos têm detalhes sobre o tratamento por parte dos EUA a Mohammed, que manifestou que as agências de inteligência britânicas foram cúmplices da tortura. EFE vg/an

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