Residência de líder marfinense é alvo de ofensiva da ONU e da França

Porta-voz de Gbagbo diz que residência foi parcialmente destruída, mas não informa se ele está no local

iG São Paulo |

AFP
Fumaça é vista saindo do palácio presidencial em Abidjan, na Costa do Marfim

A ONU e a França iniciaram uma ofensiva contra a residência do líder Laurent Gbagbo, que se recusa a deixar o poder na Costa do Marfim. Helicópteros militares franceses armados com foguetes atacaram alvos ao redor da residência de Gbagbo na cidade. Um porta-voz de Gbagbo disse que a residência foi parcialmente destruída, mas não esclareceu se o líder permanecia no local.

A justificativa da ONU para a ação é a tentativa de neutralizar o armamento pesado de Gbagbo, usado para atacar civis. O major francês Frederic Daguillon disse à BBC que os helicópteros destruíram um "veículo blindado" de Gbagbo que teria atirado contra os helicópteros.

Segundo o oficial, o ataque francês foi uma retaliação a dois morteiros jogados pelos aliados de Gbagbo na embaixada da França, país do qual a Costa do Marfim foi uma colônia até 1960.

Eleição contestada

Gbagbo rejeita abandonar a Presidência na Costa do Marfim desde novembro, época das eleições presidenciais que tiveram seu opositor Alassane Ouattara como vencedor reconhecido pela comunidade internacional.

Gbagbo, que disputava a reeleição, alegou fraude e se autodeclarou vencedor. Desde então, o país tem vivido confrontos entre simpatizantes dos dois lados e parece à beira da guerra civil.

Nos últimos dias, as forças aliadas de Gbagbo voltaram a ganhar terreno em Abidjan, após uma série de derrotas. No sábado, os aliados de Gbagbo atacaram o hotel em Abidjan onde Ouattara está abrigado, sob a tutela da ONU.

A crise já forçou o deslocamento de mais de 1 milhão de pessoas na Costa do Marfim. O clima é de medo em Abidjan: os moradores da cidade têm medo de deixar suas casas e só saem às ruas com as mãos sobre a cabeça, como proteção contra disparos a esmo e franco-atiradores.

Com BBC

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