Resgate financeiro nos EUA prejudica sistema de saúde, diz estudo

Washington, 22 out (EFE).- O resgate do setor financeiro dos Estados Unidos com fundos públicos prejudicará os planos de saúde do país, independentemente do vencedor das eleições presidenciais, diz um estudo publicado na revista The Lancet Oncology.

EFE |

Segundo o relatório preparado pelo jornalista Bryant Furlow, que reuniu opiniões de especialistas médicos e profissionais da informação, o plano de resgate, avaliado em US$ 700 bilhões, diminuirá a possibilidade de que se aprove uma reforma do sistema de saúde.

Segundo Roger Feldman, da Universidade de Minnesota, o resgate gerará o maior déficit fiscal da história e afetará negativamente tanto os planos de reforma de Barack Obama, candidato democrata à Presidência, como os de seu adversário nas eleições de 4 de novembro, o republicano John McCain.

O jornalista afirma que caso se chegue a aprovar uma reforma, muito provavelmente ela ficará restrita a curtos períodos.

Furlow prevê que, chegando à Casa Branca, McCain reduzirá os seguros federais para os pobres e dará prioridade a conter os custos do sistema.

Já Obama, pelo contrário, propôs ampliar a cobertura de saúde e confia em fazê-lo mediante um uso mais eficiente da tecnologia da informação sobre saúde que permita conter gastos.

Embora concordem que o resgate financeiro será negativo para o futuro da segurança da saúde nos EUA, os especialistas consultados por Furlow divergem sobre seus verdadeiros alcances.

Segundo Feldman, o plano de Obama inclui mais despesas e um novo programa que custará ao país US$ 140 bilhões ao ano.

"E para isso não haverá dinheiro", destaca Michael Cannon, do Instituto Cato, um centro de estudos sociais e econômicos.

Segundo Sherry Giled, da Universidade de Colúmbia, o plano de resgate financeiro afetará em maior medida os projetos de McCain relativos à saúde, e, por outra parte, os doentes com câncer terão melhor atenção caso Obama chegue à Casa Branca.

"O plano de McCain é em geral ruim para esses pacientes e outros que sofrem doenças crônicas", opinou.

Richard Brown, do centro de pesquisa de saúde pública da Universidade da Califórnia, frisou que o plano do candidato republicano será negativo para os que padecem de câncer, especialmente.

"A proposta de McCain obstaculizará os esforços dos médicos para prevenir o câncer e detectá-lo ainda quando responde aos tratamentos, porque as seguradoras não cobrirão os exames oncológicos", frisou. EFE ojl/rr

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