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Resgate de reféns não assegura acordo comercial Colômbia-EUA

Por Doug Palmer WASHINGTON, EUA (Reuters) - O dramático resgate de reféns mantidos durante anos sob o poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) não deve acelerar a eventual aprovação de um tratado de livre comércio entre o país sul-americano e os EUA.

Reuters |

'Politicamente, isso não está em jogo', afirmou Peter Hakim, presidente do Diálogo Interamericano, um grupo que estuda questões relacionadas com o Hemisfério Ocidental.

Soldados colombianos infiltrados nas Farc convenceram membros do grupo a permitir o transporte de reféns em um helicóptero do Exército que estava disfarçado, conseguindo, na quarta-feira, libertar 12 colombianos, entre os quais a ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, e três norte-americanos.

O resgate aumentou as esperanças do governo dos EUA de que a presidente da Câmara dos Deputados do país, Nancy Pelosi, reconsidere sua oposição ao tratado de livre comércio com a Colômbia, marcando para breve uma votação sobre o acordo.

'Uma da coisas que a preocupavam, segundo disse, era a falta de segurança na Colômbia', afirmou Dana Perino, porta-voz da Casa Branca. 'Defendemos que, desde sua eleição, o presidente Uribe (Álvaro Uribe) fez um tremendo trabalho quanto a diminuir a falta de segurança na Colômbia', acrescentou.

No entanto, apesar de Pelosi ter festejado o resgate, a ação não contribuiu para diminuir as preocupações dela com a violência de que são vítimas líderes sindicais colombianos, disse Nardeam Elshami, porta-voz da deputada.

Além disso, a presidente da Câmara ainda considera que o Congresso e o governo do presidente George W. Bush devem se empenhar mais para estimular a economia norte-americana, antes de tratar do acordo comercial com a Colômbia, acrescentou.

O resgate é 'algo obviamente maravilhoso', afirmou Thea Lee, diretora de política da confederação trabalhista AFL-CIO, um dos maiores opositores ao tratado de livre comércio entre os dois países.

'De toda forma, isso não muda as críticas que temos a respeito dos problemas enfrentados pelos trabalhadores colombianos, a violência atual, as ameaças de morte e a impunidade', disse Lee.

Somente neste ano, 31 líderes sindicais foram assassinados na Colômbia, em comparação com 39 mortos em todo o ano de 2007, argumentou.

A Casa Branca diz que o número de assassinatos caiu muito desde que Uribe assumiu o poder, em 2002, e que adiar a votação do tratado com a Colômbia prejudica em primeiro lugar os exportadores norte-americanos.

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