Resgate de mineradores pode começar em duas semanas no Chile

Segundo autoridades, dentro de 15 dias operações poderão ser finalizadas, com instalações e hospitais prontos para atendimento

EFE |

Os encarregados do resgate dos 33 mineradores soterrados desde 5 de agosto no norte do Chile asseguraram nesta terça-feira que a fase final das operações para retirar os operários da mina San José pode ser iniciada em duas semanas.

"Na próxima semana poderíamos estar em condições de ter todos os elementos necessários para o resgate", disse aos jornalistas o engenheiro André Sougarret, responsável pelas operações de resgate.

O assessor do Ministério do Interior do Chile, Cristian Barra, assegurou que em um prazo de 15 dias as autoridades estarão preparadas para finalizar o resgate "a qualquer momento".

Para isso, estarão prontos o hospital de campanha e as instalações onde os 33 mineradores receberão o primeiro atendimento médico assim que deixarem a jazida, indicou Barra.

O rápido avanço da perfuradora T-130, que alcançou 276 metros no alargamento do conduto de 632 metros na primeira etapa, encurtou o prazo do resgate, embora os especialistas estejam cautelosos.

Em relação aos outros dois planos de resgate que estão em andamento, a perfuradora Strata 950, encarregada do Plano A, chegou a 508 metros de profundidade de um total de 702 que deve avançar para depois alargar o conduto.

A máquina petrolífera RIG 421, o Plano C, única que cava diretamente um túnel de 66 centímetros de diâmetro, estava nesta terça-feira aos 110 metros de profundidade.

É aguardada para os próximos dias a chegada do cabo que será utilizado para içar a cápsula na qual os soterrados serão resgatados. O material vem da Alemanha.

Processo

No fim de agosto, as famílias dos trabalhadores presos na mina no norte do Chile entraram com um processo contra os donos da mina San José e contra o Estado.

Advogados dos familiares afirmam que os inspetores do governo e a companhia dona da mina San José agiram com negligência ao permitir que a mina fosse reaberta há dois anos, apesar de existir temores em relação à segurança das instalações. A mina San José havia sido fechada em 2007, após um acidente que provocou a morte de um mineiro após uma explosão, mas foi reaberta um ano depois.

Além do processo movido, a Justiça chilena também congelou parte dos bens da mineradora San Esteban, proprietária da mina San José. A juíza Mirta Lagos, do Primeiro Juizado de Letras de Copiapó (onde fica a mina), ordenou o congelamento de US$ 1,8 milhão dos donos da mina como medida de precaução, para cobrir possíveis custos de indenizações.

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