Quito, 3 jul (EFE).- O resgate da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), não muda em nada as relações diplomáticas com o Governo colombiano, em meio ao conflito desde 3 de março, disse hoje a ministra de Exteriores do Equador, María Isabel Salvador.

Em entrevista ao canal "Teleamazonas", a chanceler disse que a libertação de Betancourt é um "motivo de festa". No entanto acrescentou que essa situação não tem nenhuma incidência no restabelecimento de relações diplomáticas com a Colômbia, porque é um tema diferente.

"São coisas diferentes, quero que todos os equatorianos lembrem que o que aconteceu em 1º de março foi (...) uma violação territorial. Nesse sentido, não tem porque mudar a situação, não vamos misturar as coisas", disse a chanceler, em referência ao restabelecimento das relações com a Colômbia.

Após acrescentar que o Equador pediu várias vezes que as Farc libertem todos os seqüestrados, a chanceler acrescentou que o Governo do Equador rejeitou os métodos utilizados pela guerrilha, porque considera que violam os direitos humanos.

Além disso, disse que a ruptura das relações com a Colômbia se deve a uma resposta firme do Equador diante das constantes violações territoriais pelas Forças Armadas colombianas.

"Permanentemente, as Forças Armadas da Colômbia atacaram o Equador. Por mais de sete anos, o Equador não soube reagir ou fez isso com fraqueza. Talvez, em dez anos, é o primeiro momento que o Equador se mostra firme a respeito de um ataque de vioalção a sua soberania", disse a chanceler.

O Equador rompeu relações diplomáticas com Bogotá em 3 de março, dois dias após uma operação de tropas militares colombianas contra um acampamento das Farc situado em território equatoriano.

Nessa operação militar, morreu o porta-voz internacional das Farc, "Raúl Reyes", e outras 25 pessoas. EFE jc/an

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