Resgate de 15 reféns das Farc traz esperança de fim do conflito

Bogotá, 2 jul (EFE) - O resgate de 15 seqüestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e três americanos, gerou hoje bastante otimismo sobre o desejado fim do conflito colombiano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enviou um abraço fraternal aos 15 reféns e acrescentou que espera que as libertações sejam um passo para a reconciliação de todos os colombianos. O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, declarou à Agência Efe que, com o êxito da libertação desses 15 reféns, a Colômbia está mais perto de uma pacificação real. A única opção que resta à guerrilha é encontrar um caminho razoável para se incorporar à sociedade civil e abandonar este conflito que afligiu a Colômbia durante tantos anos, destacou. Além de Betancourt, também de nacionalidade francesa, e dos americanos Thomas Howes, Keith Stansell e Marc Gonsalves, foram libertados 11 policiais e militares na operação realizada hoje pelo Exército colombiano no sul e sudeste do país. Todos eles estavam há mais de seis anos em poder das Farc e faziam parte do grupo de seqüestrados passíveis de troca por 500 presos rebeldes. O papa Bento XVI expressou sua alegria ao saber da notícia, que produz muita satisfação e motivos de esperança. Segundo o porta-voz do Vaticano, o jesuíta Federico Lombardi, o pontífice destacou que as libertações são um sinal de esper...

EFE |

A secretária de Estado americano, Condoleezza Rice, também felicitou o Governo da Colômbia e se referiu especificamente ao caso dos três americanos resgatados, ao comentar que já está se trabalhando "para que se reúnam rapidamente com suas famílias".

Os candidatos à Casa Branca, o republicano John McCain e o democrata Barack Obama, também se disseram felizes com a notícia que hoje correu o mundo.

McCain, que concluiu hoje uma visita à Colômbia e se dirigiu ao México, disse estar "feliz pelo êxito da arriscada operação" militar que permitiu a libertação dos seqüestrados, indicou seu escritório em Washington através de um comunicado.

Seu adversário, o senador Obama, expressou apoio à estratégia de Uribe de não fazer concessões às Farc.

A Presidência de turno da União Européia (UE), nas mãos da França há dois dias, comemorou igualmente as libertações e reafirmou sua "determinação de seguir mobilizada" até que os outros reféns sejam soltos.

O Governo do Equador reiterou que "condena inequivocamente os métodos ilegais empregados pelas Farc e outros grupos armados irregulares" e exigiu a libertação "imediata e incondicional" dos demais seqüestrados.

Já o Executivo do Paraguai destacou "seu firme respaldo ao processo de paz" da Colômbia e sustentou que "faz votos de uma solução definitiva ao conflito interno".

Na Nicarágua, o chanceler Samuel Santos destacou que o resgate "é uma etapa dentro de várias fases" de um conflito que deve culminar com o diálogo e a negociação.

Do Peru, o presidente Alan García ressaltou que a operação militar foi produto da "constância democrática" na Colômbia e confirmou que "frente à violência não há negociação".

O presidente panamenho, Martín Torrijos, também falou por telefone com Uribe para expressar sua satisfação pela liberdade dos reféns, enquanto o Governo dominicano se declarou feliz porque Betancourt e os demais tenham conseguido se reunir com seus parentes.

Também houve mensagens de satisfação do México e da Guatemala, cujo governante, Álvaro Colom, se "congratulou" pela libertação de "sua amiga" Betancourt, à qual admira muito, confessou. EFE mb/db

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